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Corregedoria vai investigar policiais que apartaram briga com golpes de cassetete na rodoviária de Juazeiro do Norte
A investigação considera o “possível desvio de conduta” dos servidores, além da necessidade de avaliar a legalidade, proporcionalidade e adequação do uso da força.
Rogério Brito
O caso ganhou repercussão após um vídeo que mostra os policiais intervindo numa briga entre um homem e uma mulher com o uso de golpes de cassetete.
O caso ganhou repercussão após um vídeo que mostra os policiais intervindo numa briga entre um homem e uma mulher com o uso de golpes de cassetete | Foto: Reprodução

A Corregedoria da Polícia Municipal de Juazeiro do Norte (antiga GCM) instaurou uma apuração preliminar para investigar a conduta dos agentes envolvidos na ocorrência registrada no Terminal Rodoviário Interestadual, na madrugada da quarta-feira (8). O caso ganhou repercussão após um vídeo que mostra os policiais intervindo numa briga entre um homem e uma mulher com o uso de golpes de cassetete.

A medida foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (8). O documento determina a abertura do procedimento administrativo para apurar possíveis irregularidades na abordagem realizada pelos agentes. A investigação considera o “possível desvio de conduta” dos servidores, além da necessidade de avaliar a legalidade, proporcionalidade e adequação do uso da força.

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“Para a contenção da referida situação, houve a utilização de tonfas (cassetetes) por parte dos agentes públicos, circunstância que demanda análise quanto à legalidade, proporcionalidade e adequação do uso da força. A conduta em análise pode, em tese, configurar ato vedado pelo Código de Conduta da instituição”, diz a portaria assinada pela corregedora Ana Mikaela Bessa Feitosa.

As imagens que circulam nas redes sociais mostram também situações que levantaram questionamentos sobre a atuação dos policiais municipais, como um dos envolvidos sem farda, vestindo uma camisa do Fortaleza, e outro utilizando chinelo de dedo durante a ocorrência, sem coturno.

A apuração será conduzida pela Corregedoria Geral da Polícia Municipal e terá prazo inicial de 30 dias para conclusão, podendo ser prorrogado por igual período. Os nomes dos agentes envolvidos não foram divulgados. O procedimento tramita sob sigilo.

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