Orelhão no formato de bengala e chapéu do Padre Cícero | Foto: Rogério Brito/ Miséria/M1
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou, neste mês de janeiro, a retirada de cerca de 30 mil orelhões das principais cidades do país. Segundo a agência, a maioria desses equipamentos já se encontram desativados. Além disso, não há mais produção de cartões telefônicos nem pontos de venda.
No Crajubar, restam apenas cinco orelhões ativos, conforme dados do ano passado disponíveis no site da própria Anatel. São dois em Juazeiro do Norte, dois no Crato e um em Barbalha. Do total, quatro estão localizados em distritos ou na zona rural, e apenas um na zona urbana.
A extinção dos telefones públicos no Crajubar ganhou força entre novembro e dezembro de 2024, quando a Oi desativou 130 aparelhos em um único mês. Em Juazeiro do Norte, por exemplo, o número caiu de 52 para seis e, posteriormente, para apenas dois. Os únicos ainda ativos ficam na sede e no distrito de Marrocos.
Apesar disso, ainda é possível encontrar diversos orelhões em vias e espaços públicos da região. A maioria, no entanto, está desativada há algum tempo. No terminal rodoviário de Juazeiro do Norte, por exemplo, há dois aparelhos nessa situação, sendo um bastante conhecido pelo formato de bengala e chapéu do Padre Cícero.
Atualmente, de acordo com a Anatel, pouco mais de 2 mil orelhões ainda permanecem ativos em todo o Brasil. Com a ausência de cartões telefônicos, a agência determina que os aparelhos devem permitir ligações locais e nacionais para telefones fixos de forma gratuita.