Compartilhar
Criança do Cariri precisa de medicamento de R$ 19 milhões para tratar doença rara; família organiza campanha solidária
Para viabilizar o tratamento, a família realiza uma campanha virtual para arrecadar R$ 19 milhões — valor do medicamento e dos custos para realizar o tratamento nos Estados Unidos.
Bruna Santos
Família de Gabriel Alexandre, criança diagnósticada com Distrofia Muscular de Duchenne.
Diagnóstico da criança foi confirmando no final de 2025. | Foto: Reprodução / Redes Sociais.

Com apenas 5 anos de idade, Gabriel Alexandre, morador do Crato, enfrenta uma corrida contra o tempo para conter o avanço da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), uma doença rara, com a qual foi diagnosticado no final de 2025. Para viabilizar o tratamento da criança, a família realiza uma campanha virtual para arrecadar R$ 19 milhões — valor do medicamento e dos custos para realizar o tratamento nos Estados Unidos. Atualmente, o medicamento está suspenso no Brasil.

A medicação de alto custo é aplicada em dose única e tem uma janela de tempo pequena para que o resultado seja mais eficiente. Gabriel precisa iniciar o tratamento até os 7 anos de idade. “É um valor muito alto, algo humanamente impossível para uma família comum, mas os apoiadores estão transformando o impossível em possível”, comentou Luana Alexandre, mãe do garoto, em entrevista ao Portal Miséria/M1.

O diagnóstico

Tudo começou quando o pequeno passou a sentir fortes dores abdominais. A partir disso, a família foi em busca de suporte médico. Em um dos exames de sangue, foi identificado que o CPK  —  indicador de lesão muscular — estava elevado, em torno de 16 mil. 

Esse resultado acendeu um alerta e nos levou a aprofundar as investigações. Foram muitos exames, muitas idas a hospitais, até chegarmos ao Hospital Infantil Albert Sabin, em Fortaleza, onde finalmente foi realizado o teste genético que confirmou o diagnóstico: Distrofia Muscular de Duchenne”, comentou Luana.

A doença rara é genética, degenerativa e progressiva, e pode afetar todos os músculos do corpo, inclusive o coração. Todo o processo de descoberta foi difícil e doloroso para a família, que, no entanto, encontrou força na coragem do garoto.  “Ele não chorava quando precisava colher sangue e sempre me dizia, com um sorriso cheio de esperança: “É para eu ficar bom, né mamãe?”, relatou a mãe.

gabriel alexandre

Gabriel Alexandre, 5 anos. | Foto: Reprodução / Redes Sociais.

Como ajudar

A arrecadação de recursos está sendo feita de forma on-line, por meio da plataforma ‘Vakinha’.  Apoiadores também podem entrar em contato por meio do perfil do Instagram @salveogabrieldocariri.

Segundo a família, iniciativas como rifas beneficentes, torneios de futebol solidários, e até a organização de uma caminhada beneficente ao Santuário da Menina Benigna, também têm sido desenvolvidas. 

A solidariedade tem nos sustentado não apenas pelas doações, mas por tudo o que vem junto com elas: os compartilhamentos e publicações que dão visibilidade à campanha, as mensagens de carinho, as orações, os abraços, as palavras de fé, força e esperança”, destacou Luana.

Leia também:

Compartilhar
Comentar
+ Lidas
TV Miséria