Padre Silvino foi Capelão do Socorro em Juazeiro.
Como forma de homenagem póstuma, esse portal de notícias lembra exatos 50 anos da morte do Padre Silvino, que transcorre nesta terça-feira. Silvino Moreira Dias nasceu no dia 20 de agosto de 1904 no Sítio Timbaúbas, hoje bairro em Juazeiro, e morreu aos 72 anos no dia 17 de março de 1976. Ele foi o primeiro capelão da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Juazeiro e o seu corpo está sepultado no cemitério ao lado daquele templo.
Era filho de José Moreira Dias Sobreira e Ana Moreira de Souza, conhecida como Santa, de cujo casamento nasceram ainda Pedro, Raimundo, Vicente, Chiquinho, José, Olimpio, Antonio, Quintino, Carolina, Idalina, Heroína e Ermínia. Foi aluno do Seminário da Prainha em Fortaleza, mas sua ordenação aconteceu em Petrolina (PE) no dia 29 de junho de 1935 quase um ano após a morte de Padre Cícero e o Padre Silvino Moreira já tinha 31 anos de idade
Naquele município pernambucano foi secretário do bispo, professor do Seminário Diocesano e Vigário. Ainda em Pernambuco, tornou-se Vigário de Exu e de Serrita. A partir de 1939, junto à Diocese do Crato, exerceu as funções de Pro-Pároco de Missão Velha, além de Vigário de Araripe, Iguatu e Barbalha. Em Juazeiro, a partir de 1946, Padre Silvino foi Capelão das Missionárias de Jesus Crucificado, Cooperador de Nossa Senhora das Dores e o primeiro Capelão do Socorro.
Ele se fez presente ao lançamento da pedra fundamental do Convento e Santuário dos Capuchinhos no dia 6 de Janeiro de 1950, em Juazeiro, quando ocorreu o brutal assassinato do monsenhor Joviniano Barreto a golpes de faca desfechados por um louco. Padre Silvino tinha o hábito de celebrar diariamente uma missa às 6 horas com duração de apenas 20 minutos.
Depois, o sacerdote seguia até o Sítio Boca das Cobras para a ordenha do gado num terreno de sua propriedade além de capinação o que sempre fazia de batina a qual usava constantemente. São poucas as homenagens ao mesmo em Juazeiro a partir de uma das ruas no bairro Limoeiro. Também deu nome à praça da Capela do Socorro a qual teve até um busto do Padre Silvino, mas desapareceu há muito tempo.