Localizado ao lado da Praça da Sé, o prédio foi erguido há quase 150 anos. | Foto: Ascom / Crato.
Na próxima sexta-feira (27), acontece a reinauguração do Museu Histórico J. de Figueiredo Filho e do Museu de Artes Vicente Leite, em Crato. O prédio, que abriga os equipamentos, passou mais de uma década fechado. Após intervenções, com investimento de R$ 1,3 milhão, o espaço contará com novas perspectivas curatoriais.
Localizado ao lado da Praça da Sé, o edifício foi erguido há quase 150 anos e já sediou a antiga Cadeia Pública e a Câmara de Vereadores. Anos depois, passou a ser casa dos museus. De acordo com a Secretaria de Cultura, a obra respeitou a configuração arquitetônica original da estrutura.
A intervenção contemplou o restauro de fachadas, esquadrias e pisos, retelhamento com telhas cerâmicas coloniais, recuperação de elementos em madeira, além da requalificação dos ambientes internos e adequação dos espaços expositivos. O projeto também incorporou soluções voltadas à acessibilidade, como a instalação de plataforma elevatória e melhorias no entorno imediato.

Curadoria do espaço foi construída em diálogo com as universidades públicas da região. | Foto: Ascom/ Crato.
De acordo com a secretária de Cultura, Fabiana Vieira, a entrega do prédio é um momento especial para os cratenses, que há anos esperavam a revitalização do espaço. “Trata-se de um momento especialíssimo e fruto de muito trabalho. Estamos devolvendo à cidade espaços que preservam nossa memória e fortalecem a produção cultural contemporânea“, afirmou.
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Curadorias
Os museus reabrem sob uma nova perspectiva curatorial, construída em diálogo com a Universidade Regional do Cariri (URCA) e a Universidade Federal do Cariri (UFCA).
No Museu Histórico, sob curadoria da historiadora Adriana Botelho, o percurso expositivo envolve arqueologia, paleontologia e os processos de formação social do território do Crato e da região do Cariri.
Já o Museu de Artes Vicente Leite apresenta a exposição “Pontos de Encontro: Memória e Atualidade”, com curadoria de Dodora Guimarães Esmeraldo. A mostra estabelece conexões entre artistas de diferentes períodos, aproximando a produção histórica da cena contemporânea.
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