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Padre é criticado por expulsar cão de igreja em Várzea Alegre: “não estou aqui para salvar cachorro”
Durante a missa, padre Cícero da Silva justificou a atitude dizendo que o animal já teria tentado morder uma criança e afirmou que não se importa com as críticas que recebe pela postura.
Rogério Brito
padre Cícero da Silva, vigário da Paróquia de São Raimundo Nonato, em Várzea Alegre
Padre Cícero da Silva, vigário da Paróquia de São Raimundo Nonato, em Várzea Alegre | Foto: Reprodução/ YouTube

O padre Cícero da Silva, vigário da Paróquia de São Raimundo Nonato, em Várzea Alegre, no Cariri, virou alvo de críticas nas redes sociais após afirmar que expulsa um cachorro que costuma se aproximar do altar durante as missas. A declaração foi feita na semana passada durante uma celebração e transmitida ao vivo.

Durante a missa, o padre justificou a atitude dizendo que o animal já teria tentado morder uma criança e afirmou que não se importa com as críticas. Após a repercussão, porém, o vídeo acabou sendo apagado das plataformas. “Eu coloco para fora. Eu sei que tem gente que não gosta. Fica com mimimi, só não tem coragem de vir me dizer”, declarou.

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Em outro momento, o vigário reforçou que não vê problema em retirar o animal da igreja, alegando que a Igreja “não é lugar de cachorro, mas de gente”.

“Eu não estou aqui para salvar cachorro. Eu estou aqui para salvar a alma de vocês. Então o cachorro quase mordeu uma menina ali de verdade. Igreja não é lugar de cachorro. Igreja é lugar de gente. Então, eu coloco pra fora sempre quando está aqui. Quem achar ruim, eu não posso fazer nada. Leve pra casa”, completou.

Repercussão

A fala rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e gerou críticas ao padre. O personal trainer Teles Barros classificou as declarações do sacerdote como “tenebrosas”.

“Ouvir essas palavras tenebrosas de alguém que, para muitos fiéis, é um símbolo (para mim, não) é de embrulhar o estômago. Por causa de pessoas assim que eu e várias outras pessoas nos afastamos da igreja. Não me representa e não representa o amor de Cristo”, escreveu.

Até o momento, a paróquia não se manifestou oficialmente sobre a repercussão do caso. O espaço segue aberto para manifestação.

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