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Poeta saúda em versos o filho que morreu eletrocutado em Juazeiro do Norte
Francisco Robson morreu eletrocutado na tarde de quarta-feira quando consertava um compressor.
Demontier Tenório
Poeta saúda em versos o filho que morreu eletrocutado em Juazeiro do Norte
Ao lado do caixão, poeta Agostinho Oliveira arrancou aplausos e choro com sua saudação poética (Reprodução)

O poeta Agostinho Oliveira arrancou lágrimas de familiares e amigos e aprofundou a dor do sentimento de perda ao fazer uma saudação póstuma em versos antes de sepultar o seu filho. Francisco Robson Carneiro de Oliveira, de 27 anos, o “Robinho” que residia No bairro Tiradentes em Juazeiro, morreu eletrocutado na tarde de quarta-feira. Ele consertava um compressor na sua pequena fábrica de calçados na Rua Rui Barbosa quando sofreu a descarga elétrica.

A saudação poética durou cerca de três minutos e foram momentos de pura emoção quando o pai traçou rápido perfil sobre a trajetória de vida do filho após encontrar, como disse, forças em Deus para entoar o som da viola e “despejar” os poemas ao lado do caixão. “Quer ver se dói ou não dói, se coloque em meu lugar”, citou numa das trovas. Noutro trocadilho, o poeta Agostinho Oliveira recordou a alegria na festa pelos 27 anos do filho e, exatamente uma semana depois, a tristeza.

Em mais um trocadilho, versejou que, se pudesse, pediria a Deus para ele sobreviver e ir no seu lugar. O corpo de Robinho foi sepultado no fim da tarde desta quinta-feira no Cemitério do Distrito de Mangabeira na zona rural de Lavras. Antes que isso ocorresse, o pai falou do coração partido pela morte precoce do filho que o definiu como um homem trabalhador e respeitador. Veja o momento da saudação póstuma feita pelo poeta Agostinho Oliveira.

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