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Potengi inaugura Casa da Mulher Potengiense em homenagem à Mestra Dona Zefinha Rendeira na segunda-feira (23)
A solenidade será realizada a partir das 17h, na Vila Central (antiga Creche Sonho Meu), e contará com a presença da secretária estadual das Mulheres, Lia Gomes.
Redação Portal M1
Potengi
Centro da cidade de Potengi. Foto: William Guedes.

Na próxima segunda-feira (23), o município de Potengi inaugura a Casa da Mulher Potengiense Mestra Dona Zefinha Rendeira, um espaço voltado ao acolhimento, orientação e fortalecimento da rede de proteção às mulheres. A solenidade será realizada a partir das 17h, na Vila Central (antiga Creche Sonho Meu), e contará com a presença da secretária estadual das Mulheres, Lia Gomes.

O equipamento foi criado com o objetivo de oferecer suporte, escuta qualificada e encaminhamentos necessários às mulheres do município, além de desenvolver ações, projetos e atividades que promovam autonomia, cidadania e valorização feminina. Segundo a gestão municipal, a conquista “representa um avanço significativo nas políticas públicas de promoção, proteção e garantia de direitos”.

Além de ampliar a rede de atendimento às mulheres, o espaço presta homenagem à Mestra Dona Zefinha Rendeira, referência cultural de Potengi. O prefeito Salviano Alencar destacou a importância da iniciativa nas redes sociais: “É mais que um equipamento público, é um símbolo de respeito, proteção e carinho. E leva o nome de Mestra Dona Zefinha Rendeira, referência da nossa cultura e exemplo da força da mulher potengiense”.

O legado de Dona Zefinha

Mestra Dona Zefinha é nome artístico de Josefa Pereira de Araújo. Natural de Juazeiro do Norte, chegou a Potengi aos 14 anos de idade. Foi no município que construiu sua trajetória de vida e se tornou uma das principais referências da renda de bilro.

Rendeira por vocação e herança materna, dedicou décadas à confecção de redes, colchas e peças em renda de bilro, produzidas manualmente com almofada, bilros, alfinetes e linha. Seu trabalho ultrapassou as fronteiras do município, sendo comercializado para outros estados e até para o exterior. Em 2013, recebeu da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará o título de Tesouro Vivo da Cultura Tradicional do Ceará, reconhecimento concedido a mestres e mestras que preservam saberes populares.

Além da produção artesanal, Dona Zefinha teve papel fundamental na transmissão do ofício, ensinando a técnica da renda de bilro a quatro de suas filhas e participando de eventos culturais, escolas e encontros de mestres, mantendo viva a tradição na cidade.

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