Sem romeiros, vendedora de velas se reveza em cuidar de túmulos no Socorro para garantir renda - Site Miséria 

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Sem romeiros, vendedora de velas se reveza em cuidar de túmulos no Socorro para garantir renda
Felipe Azevedo
Maria vende velas e também cuida de túmulos no Socorro (Foto: Guto Vital)

Os trabalhadores informais de Juazeiro puderam retornar ao Centro da cidade na semana passada. Com a entrada na Fase 1 de retomada após mais de 130 dias, os comerciantes esperam a volta gradativa do movimento. É o caso de Maria das Graças, de 55 anos, que vende velas e artigos religiosos em uma banca improvisada.

O ponto de comércio é no Largo do Socorro, praça central de Juazeiro, que comporta além da igreja onde o Padre Cícero está sepultado, o Memorial e o Cemitério do Socorro. Apesar de baixo movimento, ela mantém a fé e o otimismo na retomada. “As pessoas não estão vindo mais porque não tem missa, e quem vem é apenas para rezar e ir embora”, conta.

Antes da pandemia a comerciante vendia uma caixa de velas simples por R$ 1,50. Com a alta no fornecedor, passou a comercializar o produto por R$ 2,00. O pequeno reajusta afastou ainda mais a clientela, conta a ambulante. É comum que fieis acendam velas como promessa aos pés de uma estátua de Padre Cícero, bem em frente ao templo. “Eles também rezam pelas almas”, conta a vendedora.

Maria, no entanto, não tem apenas uma ocupação. Ela também cuida de diversos túmulos no cemitério, o que garante sua renda. “Desde pequena eu faço esse serviço, nasci e me criei aqui no bairro e alguma famílias me pagam para conservar os túmulos, assim me mantenho”, conta. Quando não está em meio aos sepultamentos, Maria monta a pequena banca e espera a os clientes.

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