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Vítima de importunação e ameaça em Juazeiro do Norte cobra resposta das autoridades; caso segue em investigação
Passados mais de cinco dias desde o registro da ocorrência, a vítima relata não ter recebido qualquer retorno dos órgãos competentes.
Redação Portal M1/Miséria
mulher com o rosto coberto
Imagem ilustrativa. | Foto: Freepick.

Uma mulher, que terá sua identidade preservada, cobra das autoridades um retorno sobre o boletim de ocorrência (B.O.) registrado após sofrer importunação sexual e ser ameaçada com uma arma de fogo no último dia 18 de fevereiro, em Juazeiro do Norte. Passados mais de cinco dias desde o registro da ocorrência, a vítima relata não ter recebido qualquer retorno dos órgãos competentes.

O caso ocorreu na Quarta-feira de Cinzas. Segundo o relato, a mulher caminhava nas proximidades da calçada da Polícia Federal, quando foi abordada por um homem dentro de um veículo. Ele ofereceu carona, a qual a vítima recusou. Diante da negativa, ele passou a segui-la por alguns trechos enquanto a importunava.

Quando a vítima informou que chamaria a polícia caso ele seguisse com a perseguição, o homem sacou uma arma e apontou para a mulher. Em seguida, o assediador acelerou o carro e fugiu.  Após o ocorrido, a mulher registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. 

“Até agora não me mandaram e-mail, não recebi ligação, não fui notificada de nada e sigo esperando. E a pergunta que eu faço é: se fosse alguém que eu conhecesse, que tivesse me ameaçado, que soubesse da minha rotina, como que eu estaria nessa situação com esse silêncio?”, questiona.

A vítima relata que, desde a ameaça, teme sair para ir ao trabalho ou para o ambiente de estudos. “Eu não saio mais de casa, eu me privo, minhas redes sociais estão todas apagadas, tirei foto, tirei tudo, privei tudo, para que eu possa me proteger, porque esse cara está aí à solta, até agora ele não foi pego, não me deram resposta, então do mesmo jeito que ele fez comigo, ele pode fazer pior com outra mulher“, desabafou.

O Portal M1/Miséria entrou em contato com a Polícia Civil e foi informado que a investigação segue em andamento. 

Confira a reportagem completa:

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