Termo do acordo foi assinado na manhã desta segunda-feira em Fortaleza por autoridades e representantes da Polícia Militar (Reprodução)
O documento do acordo que permitiu o fim do motim dos policiais militares no Ceará foi assinado na manhã desta segunda-feira (2), na sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ). A paralisação dos policiais militares durou 14 dias. Uma comissão permanente vai ser instalada para acompanhar os processos administrativos e também para debater as demais demandas da pauta de reivindicação.
Em pronunciamento em uma rede social na manhã desta segunda, o governador do Ceará, Camilo Santana, reafirmou que todos os processos abertos contra pessoas que desrespeitaram a lei serão conduzidos respeitando o processo legal.
“Ao final desse lamentável episódio, reafirmo que todos os processos abertos contra pessoas que infringiram a lei serão conduzidos respeitando o processo legal, sem possibilidade de anistia para quem praticou crimes e ameaçou a segurança da nossa população. Ninguém está acima da lei”, afirmou o governador.
O presidente da OAB-CE, Erinaldo Dantas, afirmou que os militares precisam trabalhar motivados. Destacou que os representantes que sentaram para negociar o fim da paralisação estavam embutidos em resolver o problema.
“Queremos que vocês (militares) trabalhem motivados, com dignidade e respeito da população. Dou testemunho de que os seus representantes que negociaram com a gente nos últimos momentos todos com intuito de solucionar a crise. Dou meu testemunho pessoal que os policiais não quiseram estar naquela situação, queriam encerrar esse conflito”, disse.
Já o procurador da República do MPF no Ceará, Oscar Costa Filho, afirmou que prevaleceu o bom senso e que a atual comissão vai ter a missão de acompanhar a execução do que foi acordado.
“Prevaleceu o bom senso. Neste momento essa comissão vai ter a missão permanente para acompanhar a execução do que foi acordado. O que foi pactuado tem que ser executado. Nesse momento de acompanhamento, eu quero dizer que é importante que uma vez atendidos os anseios da população, se busque ter uma escuta para os apelos da corporação. É um processo que vai continuar aqui”, disse.
Uma das lideranças do motim, o sargento Reginauro, disse que o movimento deixa grandes lições para as autoridades locais e que os policiais devem ter os seus direitos respeitados.
“Momento delicado mas que deixa grandes lições para as autoridades cearenses. Não estamos assinando apenas um termo, mas um marco na história dessa categoria, que precisa ser respeitada nos seus direitos, que se sacrificam em nome dessa sociedade. Não podemos lembrar da polícia apenas quando se fazem ausentes. Confio nessa autoridades que aqui estão”.
Desocupação dos batalhões e viaturas nas ruas
Na manhã desta segunda-feira, policiais militares desocuparam os batalhões e as viaturas voltaram a circular nas ruas no interior. Enquanto em Fortaleza, as viaturas e motos passavam por perícia na área dos batalhões ou são rebocadas, em cidades do interior, como Sobral e Iguatu, os veículos já eram utilizados pela polícia nas ações de patrulhamento.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS-CE) confirma que “as viaturas da Polícia Militar do Ceará (PMCE) que estavam paradas estão voltando às ruas, tanto na Capital quanto no Interior”.
Fonte: Diário do Nordeste
