Presidente da Aprece, Joacy Alves Júnior | Foto: Reprodução
O presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Joacy Alves Júnior, afirmou que a alta expressiva nos cachês cobrados por artistas teria dificultado a realização de festas de carnaval promovidas por prefeituras, especialmente no Ceará, provocando cancelamentos e redução de programações.
Cidades como Tauá, Caucaia e Jaguaretama anunciaram o cancelamento de festas, enquanto outros municípios optaram por reduzir a duração dos eventos. O cenário também acende alerta para os festejos juninos. Segundo ele, há casos de reajustes que ultrapassam 100% de um ano para o outro.
“Tem banda que era R$ 100 mil em 2025 e agora quer cobrar R$ 200 mil, R$ 300 mil. Há casos de até R$ 800 mil. Não há como pagar”, declarou em entrevista ao portal UOL na semana passada.
Joacy atribui o aumento dos valores à maior quantidade de eventos financiados com recursos públicos, incluindo projetos aprovados nos ministérios do Turismo e da Cultura, além da utilização de emendas parlamentares para custear shows. Para ele, a forte demanda por um número limitado de atrações acaba elevando os preços.
“Se você tem centenas de cidades procurando os mesmos artistas, a lei da oferta e da procura acaba inflacionando os preços”, pontuou.