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Dois engenheiros e um pedreiro são indiciados pelo desabamento do Edifício Andrea
Equipe dos bombeiros durante resgate nos escombros do Edifício Andrea, em Fortaleza, em outubro do ano passado (Camila Lima/SVM)

Dois engenheiros e um pedreiro foram indiciados nesta quinta-feira (30) pelo desabamento do Edifício Andrea, em Fortaleza. A tragédia no bairro Dionísio Torres, área nobre da capital cearense, deixou nove mortos e sete feridos em outubro do ano passado.

O indiciamento é parte do inquérito instaurado pela Polícia Civil para investigar as causas do desabamento e servirá de base para o Ministério Público (MP) decidir se irá denunciar os investigados. Se houver denúncia do MP e a Justiça a aceitar, eles se tornarão réus. Até lá, eles respondem pelo caso em liberdade.

Os engenheiros José Andreson Gonzaga dos Santos e Carlos Alberto Loss de Oliveira, além do pedreiro Amauri Pereira de Souza, foram responsáveis por uma obra que estava sendo realizada nas pilastras do edifício no dia do desmoronamento.

Segundo um laudo da Polícia Civil e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) divulgado nesta quinta-feira, os dois engenheiros e o pedreiro atuaram de forma “determinante” para a queda do prédio. Imagens mostraram os trabalhadores fazendo reparos em colunas da edificação minutos antes da construção cair.

O advogado Breno Almeida, que representa a defesa dos engenheiros e do pedreiro, disse nesta quinta-feira que vai se “inteirar sobre as informações do laudo” e que não vai se manisfestar sobre o caso neste primeiro momento.

A edificação tinha 7 andares e desabou às 10h28 de 15 de outubro de 2019. Os trabalhos de resgate duraram 5 dias, em mais de 103 horas de buscas, e envolveram centenas de bombeiros e voluntários. O prédio, onde moravam 11 famílias, tinha começado a passar por reparos estruturais um dia antes da queda, segundo moradores e o delegado que investigou o caso.

Causas do desabamento

O laudo divulgado nesta quinta apresentou os fatores que causaram o desabamento. São eles, segundo o documento:

– Falta de manutenção adequada da estrutura ao longo da sua existência

– Carga inserida sobre o pavimento da cobertura, erguida após a construção do prédio (construção de cômodos — quartos e banheiro — num espaço de 60 m²)

– Falha da empresa responsável pela reforma e dos seus profissionais prestadores de serviços

– Técnica equivocada durante a obra nos dias 14 e 15 de outubro

– Falta de relatório da reforma e de escoramento das estruturas dos pilares de sustentação

Fonte: G1 CE

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