Imagens promocionais de “Fiz um foguete imaginando que você vinha” e “Feito Pipa”. Fotos: Delírio Filmes e Moçambique Audiovisual / Jamille Queiroz.
Dois filmes cearenses foram premiados durante o 76º Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), no último sábado (21). Os roteiros de “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, e “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, com direção de Janaína Marques, foram desenvolvidos inicialmente no Lab Cena15 de Cinema, do Porto Iracema das Artes.
No Berlinale, “Feito Pipa” recebeu o ‘Urso de Cristal’, concedido pelo Júri Infantil Generation Kplus e o ‘Grand Prix’, fornecido pelo Júri Internacional da Mostra Generation Kplus. Já o “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, trouxe para o Ceará o ‘Prêmio do Júri de Leitores do Tagesspiegel’, dado por um dos jornais mais renomados da Alemanha.
Para a secretária de Cultura do Ceará, Luisa Cela, o reconhecimento é resultado do investimento em formação artística. “As três premiações assim como nosso avanço com a Ceará Audiovisual são comprovações de que investir em ensino de qualidade, em formação e circulação artística forma base para um futuro de sucesso”, disse.
Feito Pipa
A obra, estrelada por Lázaro Ramos, Yuri Gomes e Teca Pereira, conta a história de “Gugu”, um garoto de 12 anos que tem o sonho de se tornar um jogador de futebol. O menino, criado pela avó Dilma, que sempre o tratou de forma amorosa e livre, vê a saúde dela fragilizada. Com medo de morar com o pai, que não o aceita, Gugu tenta esconder a situação.

Feito Pipa é estrelado por Yuri Gomes. | Foto: Jamille Queiroz / Divulgação.
Nas redes sociais, o diretor e as produtoras do longa comemoraram o prêmio. “Celebramos essa conquista extraordinária e o reconhecimento internacional de uma obra tão potente e necessária do cinema brasileiro”, escreveram.
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Fiz um foguete
Durante uma ressonância magnética, Rosa, interpretada por Verônica Cavalcanti, é convocada a lembrar de uma memória feliz. Com o pedido, a mulher se transporta para seu subconsciente, obrigando-se a revisitar a própria história. Nela, encontra sua mãe, Dalva, vivida por Luciana Souza, presa por matar um homem prestes a cometer feminicídio. Juntas, embarcam em uma viagem delirante inventando memórias que nunca existiram.

Verônica Cavalcanti como Rosa. | Foto: Delírio Filmes e Moçambique Audiovisual / Divulgação.
“Do Ceará para Berlim. Da sala escura para o coração do público. Seguimos imensamente gratos ao júri, ao festival e a cada pessoa que embarcou nessa travessia com Rosa e Dalva. O foguete agora carrega um prêmio”, comemorou a produtora do longa-metragem nas redes sociais.
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