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Dois filmes cearenses são premiados no 76º Festival Internacional de Cinema de Berlim
Os roteiros dos dois filmes cearenses premiados no Festival de Cinema de Berlim foram desenvolvidos inicialmente no Lab Cena15 de Cinema, do Porto Iracema das Artes. 
Bruna Santos
Imagens promocionais de “Fiz um foguete imaginando que você vinha” e “Feito Pipa”, dois filmes cearenses premiados no Festival de Cinema de Berlim.
Imagens promocionais de “Fiz um foguete imaginando que você vinha” e “Feito Pipa”. Fotos: Delírio Filmes e Moçambique Audiovisual / Jamille Queiroz.

Dois filmes cearenses foram premiados durante o 76º Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), no último sábado (21). Os roteiros de “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, e “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, com direção de Janaína Marques, foram desenvolvidos inicialmente no Lab Cena15 de Cinema, do Porto Iracema das Artes

No Berlinale, “Feito Pipa” recebeu o ‘Urso de Cristal’, concedido pelo Júri Infantil Generation Kplus e o ‘Grand Prix’, fornecido pelo Júri Internacional da Mostra Generation Kplus. Já o “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, trouxe para o Ceará o ‘Prêmio do Júri de Leitores do Tagesspiegel’, dado por um dos jornais mais renomados da Alemanha.

Para a secretária de Cultura do Ceará, Luisa Cela, o reconhecimento é resultado do investimento em formação artística. “As três premiações assim como nosso avanço com a Ceará Audiovisual são comprovações de que investir em ensino de qualidade, em formação e circulação artística forma base para um futuro de sucesso”, disse.

 

Feito Pipa

A obra, estrelada por Lázaro Ramos, Yuri Gomes e Teca Pereira, conta a história de “Gugu”, um garoto de 12 anos que tem o sonho de se tornar um jogador de futebol. O menino, criado pela avó Dilma, que sempre o tratou de forma amorosa e livre, vê a saúde dela fragilizada. Com medo de morar com o pai, que não o aceita, Gugu tenta esconder a situação. 

Feito Pipa é estrelado por Yuri Gomes. | Foto: Jamille Queiroz / Divulgação.

Nas redes sociais, o diretor e as produtoras do longa comemoraram o prêmio. Celebramos essa conquista extraordinária e o reconhecimento internacional de uma obra tão potente e necessária do cinema brasileiro”, escreveram.

 

 

Fiz um foguete

Durante uma ressonância magnética, Rosa, interpretada por Verônica Cavalcanti, é convocada a lembrar de uma memória feliz. Com o pedido, a mulher se transporta para seu subconsciente, obrigando-se a revisitar a própria história. Nela, encontra sua mãe, Dalva, vivida por Luciana Souza, presa por matar um homem prestes a cometer feminicídio. Juntas, embarcam em uma viagem delirante inventando memórias que nunca existiram.

Verônica Cavalcanti como Rosa. | Foto: Delírio Filmes e Moçambique Audiovisual / Divulgação.

Do Ceará para Berlim. Da sala escura para o coração do público. Seguimos imensamente gratos ao júri, ao festival e a cada pessoa que embarcou nessa travessia com Rosa e Dalva. O foguete agora carrega um prêmio”, comemorou a produtora do longa-metragem nas redes sociais.

 

 

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