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Com baldes e canos, crianças de Barbalha mantêm viva a tradição das bandas cabaçais
Quatro crianças do Sítio Farias, no distrito de Arajara, transformam pedaços de canos, madeira e baldes numa verdadeira banda cabaçal.
Redação M1
crianças da banda cabaçal em barbalha
Crianças sonham em criar banda cabaçal. | Foto: Guto Vital / Portal M1.

Com baldes, pedaços de cano e madeira, quatro crianças do município de Barbalha transformam esses itens em pífanos, zabumbas e caixas para tocar os tradicionais ritmos de marcha, caboré e valsa das bandas cabaçais. A inspiração vem de uma tradição que atravessa gerações, em especial da banda cabaçal do Sítio Farias, no distrito de Arajara.

Foi vendo o tio se apresentar no grupo que o pequeno Alisson, de 10 anos, aprendeu a tocar zabumba e pífano. O conhecimento foi compartilhado depois com os outros colegas que integram a formação. “Eu olhava pelo celular eles tocando. Eles [banda] tocavam o pífio e a zabumba. Aí eu fui aprendendo sozinho”, contou Alisson.

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Com idades entre 5 e 13 anos, os pequenos brincantes já desenvolvem, além dos ritmos, as coreografias. Agora, o sonho é se apresentar na Festa de Santo Antônio e ganhar instrumentos profissionais para levar a música adiante.

Comovido com o amor das crianças pela tradição cultural, após vê-los tocar em uma renovação, Seu Mariano decidiu agir. Ele enviou ao prefeito da cidade, Guilherme Saraiva (PT), uma carta relatando a história do grupo e pedindo apoio para que eles recebessem os artefatos. Essas crianças estão tendo a intuição, o desejo de dar continuidade a essa coisa tão linda, essa cultura aqui do pé de serra do Sítio Farias”, disse.

No último sábado (11), o pedido da carta foi atendido. Os garotos receberam o prefeito de Barbalha, que foi conhecer de perto a história e o talento do grupo. Eles foram convidados a se apresentar na Festa de Santo Antônio e receberam a notícia de que vão ganhar os equipamentos para seguir fazendo o que amam. É na nossa gente e nessas histórias que a gente encontra o que realmente importa“, afirmou Guilherme.

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Confira a reportagem:

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