Foto: Reprodução Agência Brasil
O governo do Ceará, através da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), realiza nesta terça-feira (12), o lançamento da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da Fauna do Ceará, começando com os mamíferos terrestres. O evento será transmitido pelo canal do YouTube da Sema.
O projeto é coordenado pelo professor Hugo Fernandes da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e conta com ampla participação da comunidade acadêmica nacional e internacional, órgãos ambientais, Organizações Não Governamentais (ONGs) e sociedade civil.
De acordo com o professor Luís Ernesto, coordenador do programa Cientista Chefe Meio Ambiente, a Lista Vermelha de Fauna Ameaçada do Ceará está sendo construída a muitas mãos.
“No corpo diretor, conta com sete coordenadores de táxon – unidade associada a um sistema de classificação científica de seres vivos – e três coordenadores gerais, todos professores e pesquisadores da UECE, Universidade Federal do Ceará (UFC) e Aquasis. O corpo total de analistas envolve centenas de pessoas das mais variadas instituições no Brasil e no mundo”, ressaltou Luís Ernesto.
Nesta lista de mamíferos, foram 18 instituições e mais de 30 pesquisadoras e pesquisadores envolvidos, em um trabalho “complexo e hercúleo” com o objetivo de reunir informações biológicas e ecológicas de mais de 120 espécies, avaliadas em cinco rodadas de audiências.
“Posteriormente, outras listas, de outras ramificações da nossa fauna – como o dos mamíferos aquáticos, por exemplo, que deverá ser a próxima – também serão divulgadas”, explica o secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno.
Segundo a Sema, as listas de fauna ameaçada de extinção são ferramentas essenciais para avaliar impactos e guiar políticas públicas. O Ceará utiliza os mesmos métodos consagrados pelas listas internacionais, e agora faz parte de um seleto grupo de estados que possuem uma lista regional de fauna ameaçada.
“Pela primeira vez em sua história, o estado é contemplado com uma lista de animais ameaçados de extinção. Fruto de um trabalho de mais de dois anos, esse é um passo fundamental para indicar quais espécies devem ser priorizadas em termos de ações políticas, manejo e pesquisas científicas que possam diagnosticar e solucionar os impactos ambientais que ameaçam nossa fauna silvestre”, explicou Hugo Fernandes.
“Trata-se de um marco divisor para a Ciência e a Conservação Ambiental do Ceará”, ressalta Hugo.