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Plano de imunização só ficará pronto quando houver vacina registrada, diz governo
Plano de imunização
Foto: Reprodução

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, disse nesta terça-feira (1) que o plano de vacinação contra Covid-19 só ficará pronto quando a vacina estiver registrada na Anvisa.

Ele também ressaltou que a vacina que será administrada precisa ser termoestável, ou seja, que não precise de baixíssimas temperaturas de armazenamento, como ocorre com candidatas da Pfizer e da Moderna. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) já havia alertado que países nas Américas não estão prontos para receber vacinas contra a Covid-19 baseadas em RNA (material genético), que precisam ser armazenadas em temperaturas muito baixas.

Medeiros retomou pontos já apresentados pelo governo em relação à vacina durante entrevista coletiva sobre o combate à Aids.

“É fundamental pensarmos que esse plano operacional para a vacinação da Covid-19 só definitivamente ficará pronto, fechado, quando tivermos uma vacina, ou mais de uma, que esteja registrada na Anvisa. Para isso, ela precisa mostrar seus dados de segurança e eficácia para a população brasileira”, disse Medeiros.

Temperatura de armazenamento

Sem citar nomes de laboratórios, Medeiros falou também sobre o perfil de vacina desejada. Um dos pontos, segundo o secretário, é que ela seja termoestável.

“Desejamos que a vacina seja fundamentalmente termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2 a 8 graus, porque a nossa rede de frios é montada e estabelecida com essa temperatura”.

Tanto a Pfizer quanto a Moderna buscam alternativas para driblar a exigência de baixas temperaturas.

No caso da Pfizer, a vacina precisa ficar em temperatura inferior -70° C durante o transporte. A empresa conta que desenvolveu uma embalagem especial (em formato de caixa) com temperatura controlada que utiliza gelo seco para manter a condição de armazenamento recomendada (…) por até 15 dias.

Já a Moderna conseguiu alcançar uma temperatura de armazenamento a -20° C. A microbiologista e pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) Natalia Pasternak afirma que a empresa já conseguiu ainda que o imunizante seja mantido por um mês em geladeira tradicional.

Fonte: G1

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