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Decisão judicial determina que Daniel Alves seguirá preso até o julgamento
Os juízes Eduardo Navarro Blasco, Myriam Linage Gómez e Carmen Guil Román decidiram pela sua permanência na prisão até o julgamento do caso do suposto estupro.
Redação
Foto: Ulises Ruiz/AFP

Um mês apôs sua prisão a terceira seção do Tribunal de Barcelona decidiu que Daniel Alves ficará preso preventiva até o julgamento do caso do suposto estupro, que teria ocorrido em uma boate de Barcelona.

Os três juízes concordaram com a defesa da vítima, uma jovem de 23 anos, no recurso interposto dias atrás pela defesa do jogador.

Na argumentação, advogado do jogador, Cristóbal Martell, afirmou que o seu cliente não tem pretensão alguma de fugir para o Brasil, risco no qual foi baseado a sua prisão preventiva, tendo em vista que Daniel Alves foi voluntariamente para testemunhar. Porém, os argumentos da defesa não foram aceitos pela corte.

A equipe jurídica do jogador tentou negociar outras medidas que garantissem a sua disponibilidade a justiça menos onerosas que a prisão , como entregar o passaporte, usar tornozeleira para ficar longe da vítima, pagar a fiança que for necessária e comparecer, mesmo que diariamente, ao tribunal. Mas, de nada adiantou.

Na decisão afirma que há “diversos indícios da criminalidade de Daniel Alves” e que eles “não partem só das declarações da denunciante”. Também pesariam contra o brasileiro depoimentos de funcionários da boate, amigas da vítima e vídeos analisados. Além dos exames de corpo de delito e de DNA colhidos durante a fase de investigação.

Na audiência do último dia 9, realizada a portas fechadas no Tribunal de Barcelona para analisar o pedido de liberdade, o advogado do jogador admitiu pela primeira vez que houve “penetração vaginal”, mas que o sexo foi “consensual”. Ele ainda destacou que a vítima não apresentava lesões vaginais compatíveis com estupro, mais uma vez questionando a versão da denunciante.

Na saída da mesma audiência Ester García, advogada da vítima, afirmou a jornalistas que “a liberdade provisória a Daniel Alves seria um ataque à integridade psicológica” da denunciante.

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