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Armas de fogo em Juazeiro responderam por 83% dos 95 homicídios ano passado. Veja todos eles
Já 9,5% (nove homicídios em 2025) aconteceram com armas brancas ou bem menos que os 15 assassinatos de 2024 (15,3%).
Demontier Tenório
Fábio Pereira da Silva foi a primeira pessoa assassinada ano passado em Juazeiro, dia 8 de janeiro, na porta de sua casa na Rua Manoel Barreto da Silva no bairro Pedrinhas
Do total de 95 homicídios registrados ano passado em Juazeiro houve predomínio em relação às armas de fogo. Segundo levantamento exclusivo feito por esse portal de notícias, foram 79 assassinatos a tiros ou 83% o que representa aumento percentual na comparação com 2024 quando tivemos 75,5%, porém 74 homicídios praticados com revólveres, pistolas ou espingardas. Já 9,5% (nove homicídios) aconteceram com armas brancas ou bem menos que os 15 assassinatos de 2024 (15,3%).
O levantamento mostra ainda quatro homicídios por espancamentos (4,2%) e os demais com fogo, uma espátula e pauladas representando 1% do total. O maior período sem homicídios ano passado em Juazeiro foi de 20 dias entre 22 de maio e 11 de junho, se igualando a 2024 que, também teve o intervalo de 20 dias entre 27 de maio e 16 de junho bem próximos. A média de assassinatos em 2025 no Juazeiro foi de 0,26 por dia com média mensal de 7,9 contra 8,1 por mês em 2024.
Como sempre, a maioria dos casos tem envolvimento com o submundo do crime em acertos de contas, vinganças ou queima de arquivo. O mês de novembro foi o mais violento com 14 homicídios em 2025 (14,7% do total). Janeiro, abril e julho foram os mais tranquilos com quatro assassinatos. De acordo com o levantamento, os demais foram: setembro (12), outubro e dezembro (11 cada), maio e junho (09 cada), fevereiro (07), além de março e agosto com cinco homicídios cada.
Confira a relação completa com nomes, endereços e os locais onde as 95 pessoas foram assassinadas no ano passado em Juazeiro do Norte:
JANEIRO (04 homicídios)
Dia 08 – Fábio Pereira da Silva, de 41 anos, que residia na Rua Manoel Barreto da Silva (Pedrinhas), foi morto a tiros na porta de casa. Duas horas antes ele esfaqueou dois irmãos os quais receberam atendimento ambulatorial na UPA Limoeiro e foram liberados pela unidade de saúde. Ele não respondia procedimentos criminais e um familiar apontou como acusado o sapateiro Dansley dos Santos Leite, de 27, irmão das vítimas que tinham sido esfaqueadas.
Dia 14 – Fábio Luciano Justino de Sousa, de 32 anos, o “Paçoca” ou “Moreno”, que já trabalhou como cobrador e era morador de rua, foi morto a golpes de faca na Rua Santa Tereza perto da Escola José Marrocos no bairro Pio XII. Duas semanas antes, tinha esfaqueado um usuário de drogas na Rodoviária de Juazeiro durante a entrega do Sopão sob o motivo de integrar facção rival à sua. Além disso, respondeu TCO por agiotagem em Farias Brito e tráfico de drogas no Crato.
Dia 24 – Bruno Oliveira Rodrigues, de 23 anos, o “Bruninho”, que residia no Sítio Jurema, foi encontrado crivado de bala na cabeça em sua cama. Ele era usuário de drogas, respondia por crime de trânsito, assalto, tráfico de drogas, posse de arma de fogo, lesão corporal e um homicídio em Farias Brito. Foi no dia 30 de dezembro de 2020, na estrada do Sítio Lagoa de Dentro, quando matou Pedro Edson Freitas Pereira.
Dia 26 – Luiz Ferreira dos Santos, de 73 anos, que residia na Rua José Maria Ratts (Antonio Vieira) morreu no HRC. Ele era detento da Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC) e faleceu em decorrência de contusão na cabeça. O mesmo deu entrada dia 15 de janeiro e disse a familiares ter sido espancado por internos da unidade prisional. O idoso respondia por crime de estupro de vulnerável desde agosto de 2024.
FEVEREIRO (07 homicídios)
Dia 01 – Mauricélia Correia Oliveira, de 35 anos, que residia na Rua Sebastião Mariano (Tiradentes) e vinha trabalhando como motorista de aplicativo foi morta com um tiro na cabeça perto de casa próximo ao Parque de Vaquejadas. Dois homens se aproximaram numa moto e teriam tentado um assalto quando um deles atirou. Ela respondia dois procedimentos por tráfico de drogas e, numa das vezes, presa com a mãe Vera Lúcia Gama Correia, sempre com boas quantidades de cocaína e crack.
Dia 09 – Antônio Carlos Ribeiro Mendonca, de 57 anos, o “Maninho de Lalá”, que residia na Rua Beatriz Gondim Santana (Santo Antonio) e era comerciante e pecuarista, morreu no HRC após ser baleado na cabeça na Rua Coronel Firmino Araújo (Salesianos). Ele discutiu com o vizinho Orlando Macário” e deixou o local, supostamente, para se armar. No retorno, já foi recebido com o tiro efetuado por Marcos Ronyel Batista Pereira, filho de Orlando. Existiam “rixas” entre os dois por conta da criação de gado em que o rebanho de um destruía e ultrapassava a cerca do outro. Maninho respondia procedimento pro crime de trânsito.
Dia 19 – Brucelee Barbosa Lima, de 49 anos, o “Bruce da San Remo” que residia na Rua Tania Araújo Gondim (Tiradentes) e era mecânico, foi morto a tiros quando trabalhava na Oficina Garcia na Rua Engenheiro José Onofre Marques (São José) por um homem que fugiu numa moto. Ele respondia por crimes de receptação e tripla lesão corporal em Juazeiro e, no dia 31 de agosto de 2014, mandou matar o comerciante Adeilton Santos Silva, o Adeilton Carteleiro, em Lajedo (PE), a quem comprou uma Hillux e se recusava a pagar o resto da dívida.
Dia 21 – Vinicius Alves Bezerra, de 31 anos, o “Louriinho”, que residia na Rua Rainoldo Bender (Triângulo) em Juazeiro, foi morto a tiros na Rua Francisco Martins de Sousa (Frei Damião). Ele respondia por tráfico de drogas, posse de arma, homicídio na PIRC e os dois acusados foram presos: Jalisson Marcos de Brito, de 26, residente naquele bairro, e Lucieldo Barros de Moura, de 36 anos, que mora no Triângulo. Ambos são acusados de vários crimes e a polícia apreendeu dois revólveres.
Dia 22 – Rafael Souza Pires, de 17 anos, que residia no bairro Pirajá, morreu no HRC juntamente com o seu amigo Cícero Yan Santos Ferreira após confronto com militares do BEPI que tentaram apreender a dupla na Rua Pio Norões (João Cabral). Os PMs apreenderam dois revólveres que pertenciam aos dois.
Dia 22 – Cícero Yan Santos Ferreira, de 17 anos, que residia no Jardim Gonzaga, foi a outra vítima do caso anterior no confronto com militares do BEPI que tentaram apreender a dupla na Rua Pio Norões (João Cabral). Este já tinha sido denunciado por crime análogo a homicídio praticado com mais três pessoas no dia 17 de abril de 2024 no Triângulo em Juazeiro.
Dia 23 – Carlos Teves Soares Silvino, de 18 anos, o “Tevin” que residia na Rua Governador Muniz Falcão (Bairro Leandro Bezerra), foi morto a tiros. O crime aconteceu quando participava de festa numa chácara na área do Loteamento Horto Ville (Bairro Carité). Ele ainda tentou correr e tombou sem vida ao lado de uma piscina.
MARÇO (05 homicídios)
Dia 10 – Jorge Silva Melo, de 43 anos, que residia na Rua Engenheiro Carlos Alberto Mendonça (Antonio Vieira) e trabalhava como ourives foi morto a tiros perto do Bar do Miguel na Rua Apolonio de Macedo naquele bairro. O autor foi José Nailton Campos, de 57 anos, Cabo PM Nailton, que bebia com a vítima e fugiu num veículo Saveiro de cor branca. A vítima não respondia procedimentos criminais.
Dia 16 – Arthur Feliciano Ferreira, de 18 anos, o “Neguim”, que residia na Rua João Crispim (Aeroporto), morreu no HRC. Momentos antes tinha sido baleado na Rua William Cardoso do Nascimento na Vila Nova (Pedrinhas). Militares do BEPI foram averiguar denúncias sobre armas e drogas num imóvel, sendo recebidos à bala quando houve revide. Neguim saiu baleado e os PMs apreenderam um revólver calibre 32.
Dia 24 – Jose Gomes de Castro Neto, de 22 anos, que residia na Rua do Rosário (Socorro) e trabalhava como pizzaiolo, morreu no HRC. No dia 15 de março foi lesionado com quatro tiros no cruzamento das ruas do Rosário e Alencar Peixoto (Socorro) e respondia por crimes de trânsito, furto, receptação e tráfico de drogas. No dia 2 de junho foram presos Gledson Martins Soares, 32, o “Gago do Socorro”, e Pedro Henrik Gomes Alencar, de 19 anos, o “Filho de Ciço do Oião”, como acusados do crime.
Dia 27 – Cícero Wesley Silva, de 17 anos, na Rua Firmino Teixeira (Bairro Vila Fátima), foi morto a tiros perto de sua casa. Era adolescente infrator e respondia atos infracionais análogos a assalto no qual saiu baleado na perna por um PM e tráfico de drogas.
Dia 30 – Antonio Marcos Nunes da Silva, de 50 anos, que residia no Sítio Serra da Santa em Petrolina (PE) e era caçambeiro foi morto a tiros na Rua do Horto. Ele dirigia um Fiat Pálio vermelho quando foi atocaiado por dois homens numa moto, cujo garupeiro efetuou os disparos. Ele respondia procedimento criminal em Juazeiro (BA).
ABRIL (04 homicídios)
Dia 07 – Walisson Ferreira dos Santos, de 26 anos, que residia no Bloco 42 do Condomínio Tenente Coelho III no Aeroporto, foi morto a tiros dentro do seu apartamento. O imóvel foi invadido e o crime praticado por um homem que fugiu com outro numa moto, sendo que a vítima não respondia procedimentos criminais.
Dia 08 – Jefferson Henrique da Silva, de 21 anos, que residia na Rua Domingos Rodrigues Barbosa (Jardim Gonzaga), morreu no HRC duas horas após ser baleado por dois homens numa moto perto da sua casa. Ele respondia vários procedimentos por crimes de violência doméstica, além de receptação e tráfico de drogas.
Dia 12 – João Luan Rodrigues e Silva, de 20 anos, o “Buiú” que residia na Rua Odílio Figueiredo (Romeirão), foi morto a tiros dentro de uma casa na Rua Pio Norões (João Cabral) e seu cunhado, Izaque de Freitas Oliveira, saiu baleado. O crime foi praticado por dois homens numa moto e “Buiu” respondia procedimento por porte de arma de fogo.
Dia 24 – Cícero Ivan dos Santos, de 31 anos, que residia na Avenida Ailton Gomes (Pirajá) e era agricultor e vendedor de hortifrutis, foi morto a tiros na Avenida Castelo Branco (Tiradentes) dentro do seu Fiat Strada de cor preta ao lado da esposa e filha. Ele perdeu o controle do carro, subiu a calçada da CAF (Central de Abastecimento Farmacêutico) e bateu num poste. O mesmo trabalhava no Mercado do Pirajá e não respondia procedimentos criminais.
MAIO (09 homicídios)
Dia 03 – Ronier Cirino de Sousa, de 40 anos, o “Ronne” que residia na Avenida Nossa Senhora Aparecida (João Cabral), usava tornozeleira e tinha deixado o cárcere há uma semana, foi morto a tiros num bar na esquina da Avenida Salgueiro com a Rua Todos os Santos (Romeirão) por um homem que fugiu numa moto. Ele respondia por assaltos, ameaças, furtos, lesão corporal, porte de arma, homicídio, receptação, violência doméstica e já tinha sido vítima de três tentativas de homicídios. No dia 15 de janeiro de 2005, em um bar no bairro João Cabral, movido por ciúmes ele matou a tiros Edilson Lopes Firmino, o “Pardal”, com a ajuda de um adolescente.
Dia 07 – Niel Ferreira de Lima, de 37 anos, que residia na Rua Francisco Martins de Sousa (Frei Damião) e era marceneiro, foi morto a tiros na Avenida José Teófilo Machado naquele bairro. Ele não respondia crimes e dirigia a sua picape quando foi atocaiado por um homem numa moto atirando. Na tentativa de fuga ainda bateu o carro num poste quando a execução foi consumada. No mesmo dia a polícia prendeu em flagrante Jonas Aquino Silva, de 35 anos, o Cabo PM Aquino, suspeito do crime que teria motivação passional.
Dia 11 – Paulo Ricardo Dias da Silva, de um mês e 10 dias, que residia na Travessa Moisés Fernandes (Timbaúbas), morreu no Hospital Infantil Maria Amélia para onde foi levado pelos pais. O médico notou hematomas na cabeça, abdômen e pernas, sendo a polícia acionada prendendo a promotora de vendas Lilia Maria dos Santos, de 29, e seu esposo Paulo Roberto Alves da Silva, de 24 anos. Foram autuados em flagrante por homicídio qualificado e a polícia soube ainda que, duas semanas antes, o mesmo bebê tinha dado entrada naquele hospital apresentando fratura num dos braços.
Dia 11 – João Paulo da Silva Guedes, de 28 anos, o “Menor do Chá” que residia no bairro José Geraldo da Cruz, morreu no HRC. No dia anterior, dois homens jogaram gasolina e atearam fogo em seu corpo quando estava deitado no interior do Mercado do Pirajá. Foram presos o chapeado Raimundo Nonato Lima de Andrade, de 26, o “Nego” residente no Tiradentes e Danilo de Souza Rodrigues, de 21 anos, que mora no João Cabral. Ambos já tinham passagens pela polícia por tráfico de drogas e ameaças, enquanto a vítima respondia por porte de arma de fogo, violência doméstica, ameaça contravenção penal, lesão corporal, violação de domicílio, danos e resistência à prisão.
Dia 14 – Evandro da Silva Santos, de 34 anos, que residia no bairro Timbaúbas, foi morto e teve o corpo encontrado numa chácara na Rua Maria Amélia Bezerra (Pio XII) já putrefeito. Nas investigações, a polícia descobriu como autor Claison Domingos dos Santos, de 34 anos, o “Cacá” que foi preso no dia 9 de julho em Caruraru (PE) e já respondia pelo assassinato do morador de rua Cícero Neco da Silva, de 42 anos, o “Galeguinho do Sinal” dia 9 de maio de 2019 na Avenida Padre Cícero (Salesianos).
Dia 15 – Wendel Davi dos Santos Pereira, de 20 anos, que residia na Rua Francisco Monteiro (Triângulo) e trabalhava numa churrascaria, foi morto a tiros na esquina das ruas Arnóbio Bacelar Caneca e José Carneiro Filho (Lagoa Seca). Ele teria sido atraído ao local por um amigo com o qual usava drogas e foi surpreendido pelos disparos efetuados por José Kauê Araújo Borges, de 19 anos, o “Ratão”. A vítima respondia por tráfico de drogas, porte de arma e já tinha sido vítima de dois atentados à bala tendo Jose Andreilson de Souza Silva, de 20 anos, o “Gegê”, como autor.
Dia 19 – Geovani Vieira da Silva, de 35 anos, o “Sorriso”, que residia na Rua Caminho do Horto (Horto), foi morto a tiros perto de sua casa. No ano de 2012 ele foi acusado de estupro de vulnerável e, em agosto de 2015, invadiu a casa de uma idosa de 63 anos quando tentou fazer sexo com a mesma à força. Já em setembro de 2015 estuprou idosa de 80 anos na casa da vítima no bairro Salgadinho e ainda roubou o celular dela.
Dia 21 – Vicente de Paulo Oliveira, de 67 anos, o “Vicentão”, que residia na Rua Francisco Martins de Souza (Frei Damião), foi morto a tiros por um homem que chegou numa moto e invadiu o seu apartamento num prédio sob Igreja Evangélica. Ele respondia por crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo nos estados da Paraíba e Ceará.
Dia 22 – João Paulo Felipe Monteiro, de 25 anos, que residia na Rua Antonio Saraiva Landim (Frei Damião) e era barbeiro, foi morto a tiros por dois homens numa moto na Rua Poeta Vitorino Vicente naquele bairro. Na menoridade João Paulo foi apreendido por assalto. Em dezembro de 2020 sofreu tentativa de homicídio e respondia por posse ilegal de arma de fogo.
JUNHO (09 homicídios)
Dia 11 – Aleudo Menezes Parente, de 24 anos, o “Lourinho da Tália”, que residia na Rua Cassiano Mariano dos Santos (Frei Damião), foi morto a tiros na Rua Osvaldo Juca Neto naquele bairro por dois homens numa moto. Ele já residiu em Jucás, onde praticou vários assaltos a mão armada e, respondia ainda por furtos e lesão corporal. Lourinho ficou bom tempo preso na Penitenciária após ser preso em virtude de ataques criminosos em Jucás, onde foi vítima de atentado à bala em novembro de 2018.
Dia 11 – Cícero Lima de Sousa, de 33 anos, que residia na Rua Aldinha Barbosa (Aeroporto), morreu no Hospital São Vicente de Barbalha. Ele tinha sido um dos autores do assassinato anterior de “Lourinho da Tália” na Rua Osvaldo Jucá Neto (Frei Damião). Na fuga em uma moto, trocou tiros com militares do BEPI quando morreu e o seu comparsa saiu baleado.
Dia 12 – Maria das Dores de Sousa, de 57 anos, que residia na Rua Perpétua Carneiro da Cunha (João Cabral), morreu no HRC. Na madrugada do dia 24 de maio, ela saiu de um bar e caminhava com grupo de amigos pela Avenida Ailton Gomes, naquele bairro, quando uma pessoa passou numa moto atirando na busca de atingir um homem. A mesma não tinha passagens pela polícia e foi atingida morrendo 19 dias após no hospital.
Dia 12 – Jaildo Barbosa de Jesus, de 40 anos, que residia na Rua Maria Saraiva Cruz no bairro Timbaúbas e trabalhava como reciclador, foi morto a facadas. Sua esposa, Gilvaneide Barbosa, disse à polícia que tinham acabado de chegar da reciclagem quando um vizinho adentrou a residência do casal e desfechou os golpes para fugir em seguida. A vítima não respondia procedimentos criminais.
Dia 14 – Carlos Ribeiro do Nascimento, de 27 anos, o “Pablito” ou “Carlim” foi morto a tiros dentro de uma casa na Rua Maria Luiza Bezerra (Pedrinhas). Ele residia na Rua Amâncio Barbosa de Souza, naquele bairro, e o crime foi praticado por dois homens que fugiram numa moto. Em março de 2023 o mesmo foi preso no Sítio Gavião por conta de ordem judicial da Vara de Delitos de Organizações Criminosas.
Dia 21 – Rafaela de Lima Almeida, de 29 anos, que residia no Condomínio Tenente Coelho 1 (Aeroporto) e era industriária, morreu no HRC. Ela foi lesionada a golpes de faca na terça-feira (17) pelo ex-esposo Leandro Augusto de Oliveira, de 34 anos, o “Galego”, que se entregou à polícia. A mesma saia do apartamento para uma caminhada quando foi atacada pelo ex que tentava reatar o relacionamento sem conseguir êxito.
Dia 22 – Cícero Iranildo Ferreira, de 52 anos, o “Nego Raia”, que residia na Rua Monsenhor Lima (Salesianos) morreu em casa uma semana após ser espancado na Feirinha da Troca (João Cabral). Apresentava lesão na cabeça e o pessoal do SAMU constatou o óbito por trauma. Ele era usuário de drogas e respondia por vários furtos e roubos em Crato e Juazeiro, incluindo seus próprios pais como vítimas.
Dia 23 – Cícera Maria Costa, de 44 anos, que residia no Sítio Pintado na zona rural de Missão Velha, foi morta com um tiro na cabeça no Conjunto Padre Cícero III do Minha Casa Minha Vida (Bairro Monsenhor Murilo). O autor foi seu ex-marido José Aldir dos Santos, de 50 anos, residente no bairro Aeroporto, e ambos estavam num Fiat Uno Mille azul. Ela tentou se refugiar numa casa, mas foi arrastada para o meio da rua o qual atirou e fugiu, mas foi preso horas depois escondido no telhado da casa de uma filha no bairro Pedrinhas. Cícera já tinha sido vítima de vários crimes de violência doméstica em Missão Velha num relacionamento anterior.
Dia 26 – Hamilton Rodrigues da Silva, de 47 anos, o “Neguim Bujica”, que residia na Rua Odílio Figueiredo (Romeirão) e trabalhava na indústria calçadista, foi morto a tiros na Avenida Paraíba, naquele bairro onde mora o autor do crime Williams Ferreira Elias, de 35 anos, que fugiu. Os dois estavam numa bebedeira quando discutiram e houve o crime. A vítima não tinha passagens pela polícia e o acusado responde por crime de trânsito, violência doméstica, assalto, receptação e tráfico de drogas o qual usava tornozeleira eletrônica e violou a mesma para fugir.
JULHO (04 homicídios)
Dia 07 – Renato Silva Domingos, de 38 anos, o “Renato Baixinho”, que residia na Rua Padre Silvino (Bairro Vila Três Marias) e era mecânico, foi morto com golpes de espátula. Ele entrou em luta corporal com Daniel Soares Rodrigues, de 33 anos, por mostrar partes íntimas à crianças, sendo uma destas filha da vítima. O acusado saiu ferido, foi preso e teve sua casa e o carro incendiados por populares. Renato respondia por crime de trânsito, posse de arma, tráfico de drogas e homicídio.
Dia 13 – Maurício Sobreira Mariano, de 20 anos, que residia na Rua Francisca Leila Fontes Boaventura (Triângulo) foi morto a tiros na Rua Maria Generosa de Almeida no bairro Frei Damião. Era usuário de drogas e tinha passagens na polícia por roubo, tráfico de drogas, lesão corporal e violência doméstica.
Dia 18 – Geovane Alves da Silva, de 34 anos, o “Pirata” que vivia em situação de rua, foi morto com vários tiros na cabeça na Rua Yone Rodrigues (João Cabral). Ele respondia três procedimentos por arrombamentos, dois por furtos simples, porte de arma branca e ameaça.
Dia 31 – José Gilberto Gomes Peixoto, de 33 anos, o “Gilberto Vaqueiro”, que residia na Rua Carolina Sobreira (Pirajá) e era ferrador de cavalos, foi morto a tiros na Praça do Bairro Campo Alegre por dois homens que fugiram numa moto. Ele respondia por assalto com reféns, falsidade ideológica e porte de arma de fogo.
AGOSTO (05 homicídios)
Dia 11 – João Vitor Santos, de 21 anos, que vivia em situação de rua, teve o corpo encontrado crivado de balas dentro de uma casa exposta à venda na Rua Francisca de Paula Bezerra no bairro Limoeiro. Ele era usuário de drogas e praticava crimes desde a menor idade, principalmente furtos e roubos. O mesmo residiu na Rua José Xavier de Oliveira (Pirajá) até cometer violência doméstica contra familiares que requereram medida judicial protetiva.
Dia 16 – José Francisco Martins Barros, de 45 anos, que residia na Rua Arnolfo Fontenele no Sítio Barro Branco e era mecânico, foi morto a tiros perto de sua casa após ser atraído por dois homens numa moto. A dupla o chamou para verificar suposto problema no veículo quando foi executado à bala no ombro e na cabeça. Ele respondia por contravenção penal e crimes de trânsito.
Dia 29 – João Gabriel Silva Nascimento, de 19 anos, que residia na Rua Coronel Francisco Filgueiras Cruz (Timbaúbas), morreu num confronto com militares do RAIO que tentaram prendê-lo. Ele estava com um revólver calibre 38, apontou na direção dos PMs e um deles atirou atingindo o rapaz, que morreu no HRC. Desde a menoridade tinha passagens pela polícia por assaltos a mão armada, dois roubos de veículo, latrocínio, tráfico de drogas, receptação, arrombamento e posse de arma de fogo.
Dia 29 – Nailson Lopes de Lima Silva, de 27 anos, que residia na Rua Maria de Lourdes Soares (Frei Damião), foi morto a dois tiros na sua casa por dois homens que fugiram numa moto. Nos bolsos dele, foram encontradas pequenas quantidades de maconha, cocaína e o mesmo respondia por assaltos, incluindo roubo de veículo.
Dia 31 – Moezio Paulino Medeiros, de 45 anos, que residia na Rua Raimundo Daniel de Freitas (Timbaúbas) e era comerciante, teve a casa invadida por dois homens usando capacetes, um deles com tornozeleira e o mataram a tiros no seu quarto. Ele respondia procedimentos criminais por extorsão, estelionato, posse de arma de fogo, desacato e perturbação ao sossego público em Juazeiro e Barbalha.
SETEMBRO (12 homicídios)
Dia 06 – Lucas Pereira Costa, de 30 anos, que residia na Rua São Joaquim (Salesianos), foi morto a tiros num bar na Rua José Andrade de Lavor (João Cabral). Ele era funcionário público do setor contábil da prefeitura de Juazeiro, não respondia procedimentos criminais e o crime foi praticado por dois homens que fugiram numa moto.
Dia 08 – Hytalo José Silva de Sousa, de 28 anos, que residia na Avenida José Bezerra (Timbaúbas), onde funciona academia do seu pai e trabalhava como tatuador, foi morto a tiros na rotatória no cruzamento das avenidas Castelo Branco e Antonio Pereira da Silva (Limoeiro). Ele teria discutido momentos antes com uma pessoa num posto de gasolina e já seguia para casa. O mesmo respondia apenas contravenção penal em virtude de som alto.
Dia 10 – Xxxxxxx Xxxxx Xxxxx, de xx anos, teve a ossada humana encontrada num terreno baldio, em meio a um matagal na Rua José Martins Filho (Campo Alegre). No local nenhuma informação sobre pessoas desaparecidas e nenhum documento por perto que permitisse a identificação. A cabeça apresentava uma perfuração à bala o que, pelas condições, deve ter ocorrido há uma semana e com características de “desova”.
Dia 14 – Eduardo Gabriel Mariano da Silva, de 17 anos, que residia na Rua Ozana Pereira (João Cabral), morreu no HRC uma hora após confronto com militares do BEPI que tentaram prendê-lo na Rua da Paz (Pirajá). Ele saiu pulando muros e foi localizado no quintal de uma casa já na Rua Pinto Madeira quando teria apontado arma na direção dos PMs. Um deles efetuou disparo atingindo o adolescente que não resistiu.
Dia 19 – Francisco José Cândido do Nascimento, de 25 anos, que residia na Rua Ernestina Sobreira (Timbaúbas), foi raptado de sua casa por membros de organização criminosa num carro de cor escura e morto a tiros na Rua José Xavier de Oliveira (Pirajá). Ele respondia por crimes de receptação, furto, posse de munições e usava tornozeleira eletrônica.
Dia 19 – Patrícia Andrade do Nascimento, de 27 anos, que residia na Rua João Arcelino (Pio XII), foi morta a tiros na calçada do Bar da Adriana na Rua João Paulo I (Timbaúbas) por homens que chegaram num Fiat Uno vermelho e invadiram o estabelecimento atirando. Foi um caso de triplo homicídio, pois morreu ainda no bar a filha da proprietária Maria Cícera Isabel dos Santos Silva, de 15 anos, enquanto Maria Alice Andrade Vieira, de 10 anos (filha de Patrícia), faleceu no HRC. Um menor de 17 anos e filho da dona do bar saiu baleado na perna. A polícia descobriu ter sido uma ação de pistolagem e foram presos Alisson Henrique Xavier, de 20, o “CH”, o motorista por aplicativo Heberton Martins Lopes, o “Totó”, de 30 anos e dois menores de 15 anos.
Dia 19 – Maria Cícera Isabel dos Santos Silva, de 15 anos, que residia na Rua João Paulo I (Timbaúbas), morreu dentro do bar tendo sido uma das vítimas do caso anterior de triplo homicídio.
Dia 19 – Maria Alice Andrade Vieira, de 10 anos que residia na Rua João Arcelino (Pio XII) e era filha de Patrícia, foi outra vítima no triplo homicídio anterior no bairro Timbaúbas.
Dia 23 – Maria das Dores Ferreira da Silva, de 41 anos, que residia na Rua Luiz Galvão Pereira (Timbaúbas), teve o corpo encontrado dentro de casa com perfurações à faca e perto de arma branca. Vizinhos estranharam a ausência da mesma e acionaram a polícia que conseguiu entrar se deparando com o cadáver. Na noite de domingo, ela saiu com o companheiro num carro de aluguel para ir a uma festa quando discutiram. Ele voltou sozinho e Maria permaneceu um pouco mais no forró só retornando depois.
Dia 23 – José Etson Ribeiro de Souza, de 33 anos, o “Guardinha”, que residia na Rua Francisca Duarte Gouveia (São José), foi morto a tiros por dois homens que fugiram numa moto. Ele respondia por lesão corporal, tráfico de drogas, dupla tentativa de homicídio, desacato, porte e posse de arma e receptação.
Dia 27 – Francisco Marcondes de Sousa, de 50 anos, o “Carreirinha”, que residia na Rua José Sabiá (Tiradentes), foi morto a tiros na Rua Jaime Dorcy ao lado da Feirinha da Troca (João Cabral) por dois homens numa moto. Era pai dos irmãos Josias Xavier Feitosa Neto, de 24, e Ailton Xavier Feitosa, de 26 anos, que mataram o atendente do vapt-vupt João Pedro Sousa de Oliveira, de 23 anos, no dia 30 de setembro de 2024, na Rua Domingos Sávio no bairro Timbaúbas e estão foragidos.
Dia 28 – Daniel Douglas de Araújo Sousa, de 18 anos, que residia na Rua Joaquim Cruz (Pedrinhas), foi morto a tiros numa casa na Rua Expedito Freitas Rocha, naquele bairro. Contra ele existiam atos infracionais por porte de arma e tráfico de drogas. A polícia prendeu como acusados Jhonansson Carlos Santos Oliveira, de 35, e Jhonatan Soares da Silva, de 20 anos, e apreendeu dois revólveres. No dia 2 de janeiro de 2021, Jhonansson matou Cícero Pereira Lima, de 31, no Sítio Logradouro em Missão Velha.
OUTUBRO (11 homicídios)
Dia 04 – José Leonardo Santos de Souza, de 26 anos, o “Galeguinho”, que residia na Rua Perpétua Carneiro da Cunha (João Cabral), morreu num confronto com o RAIO na sua casa. Aparentava estar entorpecido e apontando uma pistola calibre 380 para quem passava. Depois, recebeu os PMs à bala quando houve revide e “Galeguinho” morreu no HRC para onde foi socorrido. Ele respondia por assaltos.
Dia 12 – Edinardo Leonardo de Lima Oliveira, de 41 anos, que residia na Rua Rui Barbosa (Limoeiro) e era mototaxista, foi morto a facadas ficando a arma cravada nas costas. Ele estava numa bebedeira na Rua São Damiao (Santa Tereza), onde mora o comerciário Eduardo Silva de Melo, de 40 anos, quando surgiu uma discussão e o crime. A vítima não tinha passagens pela polícia e o acusado respondia por violência doméstica, sendo preso em flagrante.
Dia 13 – Thiago Alves Dantas, de 29 anos, que residia na Rua Vicente Barbosa de Melo, perto do CRAS do bairro Frei Damião, foi morto a tiros em sua casa por dois homens que fugiram numa moto Honda XRE300 de cor vermelha. Ele respondia vários procedimentos por furtos e roubos, permaneceu preso durante anos e usou tornozeleira eletrônica.
Dia 17 – Esdras Guilherme Fernandes Ferreira, de 24 anos, o “Guigui”, que residia na Rua Senhora Santana (Santa Tereza), morreu num confronto com o RAIO no Sítio Logradouro após informações sobre três homens armados numa moto. Ele respondia por posse de arma de fogo e tráfico de drogas e, na intervenção policial morreram ainda Weslley de Souza Almeida, de 29, e Antonio Lucas Gonçalves de Lima, de 21 anos, o “Luquinha” quando os PMs apreenderam uma pistola calibre 380, espingarda calibre 12, revólver calibre 38 e munições entre intactas e deflagradas.
Dia 17 – Weslley de Souza Almeida, de 29 anos, que residia na Rua Fiscal José Isidoro (Salesianos), morreu no confronto anterior com o RAIO no Sítio Logradouro e não respondia procedimentos criminais.
Dia 17 – Antonio Lucas Gonçalves de Lima, de 21 anos, o “Luquinha” que residia na Rua Rui Barbosa (Santa Tereza), morreu no confronto anterior com o RAIO no Sítio Logradouro. Ele respondia por tráfico de drogas, assalto, receptação, arrombamento, posse e porte de arma de fogo, tentativa de homicídio e furto de veículo.
Dia 18 – Valdimiro Deodato Neto, de 23 anos, que residia no bairro Romeirão e trabalhava como entregador de lanches, foi vítima de latrocínio. Ele foi abordado por uma dupla na Avenida Padre Cícero no bairro Triângulo e os assaltantes tomaram sua moto Honda Fan de cor vermelha matando-o com um tiro A moto era rastreada e foi encontrada horas depois num matagal no bairro Malvinas em Barbalha.
Dia 20 – Lucas Umbelino de Souza, de 25 anos, que residia em Fortaleza, morreu num confronto com militares do RAIO no Sítio Gavião, juntamente com Antoniel Oliveira de Assis da mesma idade. Os PMs procuravam acusados do latrocínio contra o motoboy Valdimiro Deodato Neto, de 23 anos, quando foram recebidos à bala e revidaram causando as mortes dos dois já no HRC. Lucas respondia por tráfico de drogas, porte de arma, roubo de veículo e assaltos. No imóvel, os PMs prenderam Eric Kauan da Silva Barros, de 22, Luan Graciano Evangelista, o “Índio” de 22, sua irmã Maria Alice da Silva Evangelista, de 20, e Jeane Maia Pessoa, de 32 anos, todos acusados de crimes, e apreenderam um revólver calibre 38, uma pistola calibre 380, uma espingarda calibre 12 e bastante munição.
Dia 20 – Antoniel Oliveira de Assis, de 25 anos, que residia na Rua Walter Menezes Barbosa (Triângulo), foi o outro que morreu no confronto do Sítio Gavião. Ele respondia por porte de arma, assaltos e receptação em Juazeiro, receptação em Barbalha e furto qualificado em Nova Olinda. Seria o autor do latrocínio contra o motoboy juntamente com Luan Graciano Evangelista, o “Índio” de 22 anos, que foi preso.
Dia 25 – Flávio Kaike Bezerra Cordeiro, de 21 anos, que residia na Rua Odete Matos de Alencar (Jardim Gonzaga), foi morto a tiros em um bar na Rua Luciano Torres de Melo naquele bairro. Ele respondia por violência doméstica contra sua ex-companheira tendo descumprido medida judicial protetiva e já usou tornozeleira. No ano de 2023 Kaike esteve preso sob acusação de estupro.
Dia 27 – Francisco William Marques Alves Lopes, de 29 anos, o “Neguim William” que residia na Rua Jaime Dorcy (João Cabral), foi morto a tiros na Barbearia Leandro Lukk que funciona na Rua Virgínia de Mendonça naquele bairro. Ele respondia procedimentos por tráfico de drogas, tentativa de homicídio e crime de trânsito.
NOVEMBRO (14 homicídios)
Dia 01 – José Lucas Pereira Silva, de 19 anos, que residia na Rua José Ribeiro da Cruz (Bairro Vila Alta) em Crato e trabalhava como auxiliar de produção, teve o corpo encontrado apresentando perfurações à bala de grosso calibre na estrada vicinal do Sítio Retiro no Distrito de Padre Cícero. Quando menor, foi apreendido após roubo de uma moto e, no ano passado, por agressão e ameaça contra uma tia sua em Crato.
Dia 03 – Jeferson dos Santos Rodrigues, de 34 anos, que residia na Travessa Raimundo Holanda Bezerra (Triângulo), morreu no HRC meia hora após ser alvejado a tiros na Rua Eduardo Furtado naquele bairro. Ele respondia procedimentos por corrupção de menor, crime de trânsito e vários assaltos.
Dia 04 – Nalbert Gomes Soares, de 23 anos, que residia na Rua Antonina do Norte (Bairro Vila Alta) em Crato, teve o corpo encontrado num matagal no Sítio Retiro em Juazeiro. Ele saiu baleado no sábado (01) e fugiu pelo mato quando seu amigo José Lucas Pereira Silva, de 19 anos, foi morto a tiros. O mesmo era usuário de drogas e respondia procedimentos por ameaça, contravenção penal, vários por violência doméstica, injúria, danos e tráfico de drogas.
Dia 04 – Francisco Michael de Castro Araújo, de 30 anos, o “Cheba” que residiu na Rua Elísio Saldanha (Vila São Bento) em Crato e era usuário de drogas e morador de rua em Juazeiro, foi morto a facadas na Rua Todos os Santos perto do cruzamento com a Avenida Carlos Cruz (Salesianos). Ele respondia por furtos simples, arrombamento, contravenção penal, ameaça e violência doméstica contra a própria mãe. O acusado do crime foi preso em flagrante, na sua residência no bairro Franciscanos, no caso Emanuel Cidarly Moreira Batista Filho, de 26 anos, também com passagens pela polícia.
Dia 08 – Cícero Sousa Santiago, de 31 anos, o “Romão” que residia no Sítio Várzea da Ema, foi morto a facadas. Ele estava num bar na Rua São Luiz no Centro quando foi atingido com duas facadas pelo vendedor de tapiocas Francisco Romão Lima Silva, de 48 anos, residente na Rua Ministro Colombo de Sousa (Juvêncio Santana), o qual fugiu e foi preso na terça-feira (11). O crime foi motivado por ciúmes e a vítima, que não tinha passagens pela polícia, saiu cambaleando tombando morta na Rua São Paulo.
Dia 08 – Antonio Marcos dos Santos Ferreira, de 36 anos, o “Marquinhos”, que residia na Rua Davi de Andrade da Silva (Bairro Vila Três Marias) e era vigilante, foi morto a tiros na Avenida do Agricultor perto do Auto Posto Kariri naquele bairro. Ele respondia procedimentos por crime de violência doméstica contra sua ex-companheira.
Dia 20 – Francisco Robson de Castro Saraiva de Lima, de 20 anos, que residia na Rua Francisca Menezes de Vasconcelos (Tiradentes), foi morto a tiros na calçada de casa.  Quando tinha 4 anos, foi atingido por bala perdida de raspão no joelho em sua casa à época no bairro Timbaúbas. Na menoridade, foi apreendido por crimes análogos a tráfico de drogas em Nova Olinda e porte de arma e receptação em Mombaça.
Dia 22 – Natan José da Silva, de 20 anos, que residia na Rua Amélia Laura de Jesus (Pedrinhas), foi morto a tiros no Posto ALE no cruzamento da Avenida Castelo Branco com a Rua Coronel Antonio Fernandes (Pirajá), num triplo homicídio praticado por quatro homens em duas motos. Morreram também Josué Santos Lima, de 23, e Ronaldo de Oliveira Nascimento, de 38 anos. Natan tinha saído duas semanas antes do presídio de Salgueiro (PE), onde esteve preso por tráfico de drogas. Inclusive, no dia anterior, foi preso com revólver em Juazeiro e respondia ainda por tráfico em Juazeiro e Missão Velha.
Dia 22 – Josué Santos Lima, de 23 anos, que residia na Rua Sergiano Freitas Guedes (Pedrinhas) e era pintor automotivo, foi outra vítima do triplo homicídio à bala no Posto ALE no cruzamento da Avenida Castelo Branco com a Rua Coronel Antonio Fernandes (Pirajá). Era usuário de drogas e respondia por violência doméstica e resistência à prisão.
Dia 22 – Ronaldo de Oliveira Nascimento, de 38 anos, que residia na Avenida Leão Sampaio (Crajubar) em Barbalha e era camelô, foi outra vítima do triplo homicídio à bala no Posto ALE no cruzamento da Avenida Castelo Branco com a Rua Coronel Antonio Fernandes (Pirajá). Ele não respondia procedimentos criminais e já tinha sido baleado no dia 14 de abril de 2024, perto do Parque Ecológico das Timbaúbas, num suposto assalto quando tomaram o seu celular.
Dia 29 – Luciano de Oliveira Paz, de 28 anos, que residia na Rua Juscelino Garcia Custódio (Frei Damião), foi morto com um tiro na garganta. Segundo sua esposa, um desconhecido bateu à porta e a vítima surpreendida com o disparo ao abrir, sendo visto ainda um carro preto fugindo. Ele não respondia procedimentos criminais.
Dia 29 – Ailton Canuto da Silva, de 55 anos, o “Salviano” que vivia em situação de rua, morreu na UPA Lagoa Seca para onde foi socorrido. Ele sofria de transtornos mentais, tinha sido agredido no dia anterior perto da Rodoviária (Triângulo) e passou mal na madrugada. Reclamava de dores nas costelas, abdômen e apresentava hematoma. Ailton recebeu o atendimento necessário, mas não resistiu a gravidade dos ferimentos.
Dia 29 – Cícero Ronaldo Nunes, de 43 anos, o “Ronaldo do Mercantil”, que residia na Rua Zeferino Pedro dos Santos (São José) e era comerciante, foi morto a tiros de fuzis e pistolas por homens encapuzados que fugiram num carro incendiado pouco depois. Foi um caso de duplo homicídio em que morreu ainda o moto Uber Adão Ferreira Lima Silva, de 27 anos, ao ser atingido por balas perdidas quando chegava com um irmão de Ronaldo ao local. O comerciante era envolvido na trama para matar o médico e ex-prefeito de Nova Olinda, Ítalo Brito, quando ele e mais sete comparsas foram presos, no dia 10 de março de 2025, com bastante armas e munições
Dia 29 – Adão Ferreira Lima Silva, de 27 anos, que residia no Sítio Quebra na zona rural de Crato e era moto Uber, foi a outra vítima do duplo homicídio anterior na Rua Zeferino Pedro dos Santos (São José). Ele não respondia procedimentos criminais e chegava ao imóvel levando um irmão de Ronaldo quando foi atingido por balas perdidas e não resistiu.
DEZEMBRO (11 homicídios)
Dia 09 – Xxxxxx Xxxxx Xxxxx, de xx anos, que residia na Rua Xxxx xxxxxx (Bairro Xxxxx), foi morto por populares com pauladas na cabeça após se envolver numa briga na Rua Manoel Casimiro perto da Igreja Assembleia de Deus no bairro Triângulo. A vítima estava sem documentos e jamais foi identificada.
Dia 12 – Renato Ferreira da Silva, de 34 anos, uma mulher trans de nome social Rebeca, que residia na Rua José Lopes de Oliveira (João Cabral), foi morta com um tiro nas costas. O crime aconteceu na Rua Ozana Pereira perto do cruzamento com a Avenida Padre Nestor naquele bairro e ela não respondia procedimentos criminais.
Dia 12 – Lohan Barbosa Alencar, de 18 anos, que residia na Rua Formosa (Pio XII), foi morto a golpes de faca na Rua Santa Tereza perto da Faculdade FJN (São Miguel). Ele tinha 16 anos quando foi apreendido após roubar o celular de um homem perto da Igreja dos Franciscanos e a polícia apreendeu ainda, com ele e um comparsa da mesma idade, drogas e uma balança de precisão.
Dia 13 – Robson da Silva, de 36 anos, que residia na Rua Maria Aurora da Conceição (Triângulo), foi morto a tiros na Rua Manuela Tavares Ribeiro de Souza, perto da Casa de Artesanato Santa Terezinha (Antonio Vieira). Ele respondia procedimentos por contravenção penal em Juazeiro e Caririaçu.
Dia 14 – Alexandrina Maria da Conceição, de 53 anos, que residia na Rua Yone Rodrigues perto da Feirinha da Troca (João Cabral), foi asfixiada, morta a facadas e teve parte dos seios arrancados dentro de casa e encontrada pelo filho. Populares informaram à polícia terem ouvido barulho estranho como se fosse uma briga. De acordo com o filho, O principal suspeito é o vizinho dela o jardineiro Geraldo Lopes da Silva, de 28 anos, que responde por receptação e teve um desentendimento com o filho e o marido da vítima, por conta da venda de um cordão.
Dia 16 – Ediglei Silva Evangelista, de 45 anos, o “Cabeça” que residia na Alameda Vaticano (Lagoa Seca) e era vendedor, foi morto a tiros na cabeça numa casa de apostas que funciona na esquina da Avenida Paraíba com a Rua José Paracampos (João Cabral). Ele jogava baralho quando foi surpreendido pelos disparos efetuados por dois homens numa moto e respondia único procedimento por posse de munições.
Dia 19 – Pedro Hugo Ribeiro da Silva, de 29 anos, que residia na Rua General Tibúrcio no centro de Aurora e vivia em situação de rua no Juazeiro, foi morto a tiros e o corpo encontrado por um vigilante na Rua Pio IX perto de um posto de combustível que fica no cruzamento com a Rua São Pedro no bairro Salesianos. Ele não respondia procedimentos criminais.
Dia 20 – João Gabriel Varela dos Santos, de 20 anos, que era apelidado por “Biel” e residia na Rua Artista José Wilker de Almeida (Betolandia), foi morto com cerca de 30 tiros por cinco homens em três motos na porta de sua casa. Ele não respondia procedimentos criminais.
Dia 25 – Ewerton Correia da Silva, de 27 anos, o “Neguinho” que residia na Rua Pedro Juvenal de Sousa (Frei Damião), foi morto a tiros dentro de uma casa na Rua José Magalhães Landim perto do CAIC naquele bairro. Era membro de facção criminosa, já tinham tentado matá-lo recentemente no mesmo local e ele respondia por vários assaltos e posse de arma de fogo.
Dia 28 – Darlan Ferreira Malheiro, de 31 anos, que residia na Rua Jerônimo Freire dos Santos (Antonio Vieira), foi morto a tiros no caso de duplo homicídio vitimando ainda o autônomo Bruno da Silva Santos, de 25 anos. Os crimes aconteceram na Rua José Maria Rodrigues Ratts perto do cruzamento com a Avenida Carlos Cruz naquele bairro. Darlan já tinha sido preso, em abril de 2023 no bairro Santa Tereza, quando a polícia cumpriu mandado por tráfico da Comarca de Jaboatão dos Guararapes (PE)
Dia 28 – Bruno da Silva Santos, de 25 anos, que residia na Rua Moacir Gondim Lóssio (Antonio Vieira), foi a outra vítima do duplo homicídio anterior na Rua José Maria Rodrigues Ratts perto do cruzamento com a Avenida Carlos Cruz naquele bairro. Ele não respondia procedimentos criminais.

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