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Fevereiro terminou com três mulheres mortas no Cariri num ano bem mais violento
Duas mulheres foram mortas em Juazeiro do Norte e outra no município de Várzea Alegre.
Demontier Tenório
Lindiene foi morta a tiros em Várzea Alegre e Deisidéria a facadas em Juazeiro (Reprodução)

O mês de fevereiro terminou com o registro de três mulheres assassinadas na região do Cariri, sendo duas em Juazeiro do Norte e outra no município de Várzea Alegre. Trata-se de uma a menos em relação às quatro mulheres mortas em dezembro ou uma queda de 25% no assassinato de mulheres. Já na comparação com fevereiro de 2019 é uma a mais, pois, naquele período, foram duas assassinadas.

Sendo assim, no primeiro bimestre deste ano já são sete pessoas do sexo feminino mortas no Cariri contra somente duas no mesmo período do ano passado representando um aumento considerável em torno de 250% a mais. Além disso, Juazeiro responde por 71% em relação ao número de assassinatos no Cariri com cinco mulheres mortas. As outras duas foram em Lavras da Mangabeira e Várzea Alegre.

No dia 12 de fevereiro Lindiene da Silva Furtado, de 13 anos, que residia no Sítio Correntinho em Barbalha, foi morta a tiros e o corpo encontrado num matagal no Baixio do Exu perto do bairro Zezinho Costa em Várzea Alegre. Em outubro de 2019 ela foi vítima de lesão corporal juntamente com sua mãe, Maria Ducilene da Silva Furtado, de 42 anos, praticadas por Jose Lindmar Furtado, de 49 anos. A mesma tinha gravado um vídeo e divulgado nas redes sociais anunciando sua saída da facção criminosa GDE.

Já no dia 19 de fevereiro Ana Paula Nogueira Ventura, de 38 anos, que residia na Rua Engenheiro José Onofre Marques (São José) em Juazeiro, foi morta a tiros na Rua José de Alencar (João Cabral) a qual se queixava de ameaças de morte. Ele era mãe de John Nogueira dos Santos, de 18 anos, e um menor de 14 anos, acusados do estupro e assassinato de Sheila Cristina Lima Lins, de 34 anos, no dia 5 de janeiro na rua em que moravam.

Enquanto isso no dia 26 a jovem Deisidéria Nascimento Gomes, de 21 anos, foi morta a facadas pelo companheiro o tratorista Cícero Fernandes Januário, de 23 anos, no quintal da residência do casal, na Rua Vicência Maria Feitosa (Novo Juazeiro) em Juazeiro, na frente do filho de 1 ano e 8 meses e a irmã da vítima de apenas oito anos. O relacionamento do casal era conflituoso por conta de ciúmes e Cícero foi preso pouco tempo após o crime de feminicídio.

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