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Há 20 anos Praxedes Ferreira era morto a tiros na cabeça em Juazeiro
Demontier Tenório
Praxedes era muito querido no Cariri. - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Como forma de homenagem póstuma, o Site Miséria lembra exatos 20 anos do homicídio à bala contra Praxedes Ferreira, que transcorre neste domingo. Na manhã do dia 19 de abril de 2000 ele seguia na sua caminhonete pela estrada carroçável de acesso ao Sítio Touro em Juazeiro do Norte, onde possuía uma propriedade e era costume ir lá todos os dias. No retorno, foi atocaiado e morto a tiros na cabeça.

O acusado – identificado apenas por “Juraci” – foi, ocasionalmente, motorista de Praxedes. Quando Praxedes aprendeu a dirigir não necessitou mais do serviço aleatório, mas o motorista decidiu reclamar direitos trabalhistas na justiça e perdeu a causa o que poderia ter sido o motivo do crime já que o ex-técnico de futebol não possuía inimizades. Jamais houve punição, pois o mesmo recorreu contra a pronuncia e leva uma vida normal em Curitiba (PR).

Essa impunidade ainda é motivo de revolta dos familiares e amigos. No dia do crime “Juraci” teria fugido numa moto e jamais foi preso. Praxedes ainda terminou levado às pressas ao Hospital Santo Inácio, mas direto para o necrotério já que falecera a caminho. Ele foi um dos mais conhecidos e folclóricos técnicos do futebol cearense e a notícia do seu assassinato causou grande repercussão em todo o Cariri.

Jamais negou sua paixão pelo Icasa e foi o precursor da construção do Centro de Treinamento que, hoje, recebe o seu nome no bairro Lagoa Seca. Além de técnico de futebol, foi bicheiro e dono de uma peixada na Avenida Virgílio Távora em Juazeiro. Praxedes nasceu no dia 21 de junho de 1931 em Quixeramobim e casou-se com Maria Valdeci Ramos Ferreira de cujo matrimônio nasceram Heriberto, Valberto, Adalberto, Roberto, Carlos Alberto e Maria do Socorro.

Sua chegada para morar em Juazeiro foi em 1947 com apenas 16 anos de idade tendo trabalhado como alfaiate após aprender a arte. Caçar e pescar eram seus hobbys preferidos o que dividia com o trabalho na condição de funcionário da Icasa (Indústria e Comércio de Algodão Sociedade Anônima). Todavia, foi como bicheiro que conseguiu uma estabilidade financeira melhor a partir de uma banca criada com o intuito de ajudar o Icasa o que ele fazia por amor ao clube após uma longa carreira como técnico.

Praxedes fundou clubes, dirigiu times, foi treinador, preparador físico e supervisor. Inclusive, foi técnico da seleção juazeirense de futebol. Dentre os clubes que fundou podem ser citados o Panamá Esporte Clube, Volante, Flamengo e o Juazeiro. Ele fez parte ainda do grupo que fundou o Icasa e uma de suas grandes iniciativas foi a construção do CT Praxedão pelo qual sempre lutou diante do interesse de tornar o Icasa um clube estruturado.

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