Chico Neto já esteve preso durante algum tempo
Dois homicídios foram registrados às 15 horas desta sexta-feira em Aurora e Juazeiro. Na primeira cidade foi na Vila Paulo Goncalves, onde o ex-funcionário público Francisco Tavares de Oliveira Neto, de 30 anos, o “Chico Neto”, foi surpreendido por disparos e morreu na via pública quando pedalava sua bicicleta. No mesmo horário outro homem foi assassinado dentro do seu carro na Rua Manoel Tavares Lopes perto do CAIC (Frei Damião) em Juazeiro.
Felipe Ytalo Duarte de Sousa, de 32 anos, o “Girafa” que residia na Rua João Conrado Cruz (João Cabral) dirigia o seu Fiat Punto de cor branca quando foi morto com 13 tiros de pistola. Ele saiu desgovernado até bater em tijolos numa obra, enquanto os dois acusados fugiam numa moto. No Juazeiro, ele respondia por integrar organização criminosa, tráfico de drogas, porte de arma e usava tornozeleira eletrônica. Quanto ao de Aurora, Chico Neto era irmão da vereadora Marina Gonçalves, que presidiu a Câmara Municipal de Aurora.
Ele tinha sido preso junto com o seu pai José Ribamar Gonçalves, no dia 7 de abril de 2021, numa operação da Polícia Civil cumprindo mandados judiciais por crimes de tortura. Na época, Chico Neto trabalhava na Secretaria de Obras de Aurora e, de acordo com os autos do processo, duas pessoas foram torturadas e tiveram dente removido. As vítimas trabalhavam no estabelecimento comercial gerenciado por Chico Neto e seu pai que suspeitavam de furto de dinheiro praticado por estes.
Em novembro daquele ano, após denúncia oferecida pelo Promotor de Justiça de Aurora, Luiz Cogan, o poder judiciário condenou Ribamar Gonçalves e seu filho Chico Neto, respectivamente, a 12 anos e meio e a nove anos pelos atos criminosos registrados em outubro de 2020. Chico Neto já estava em liberdade cumprindo pena no regime semiaberto determinado pela justiça.
Este foi o segundo homicídio do ano em Aurora ou 40% em relação aos cinco registrados no decorrer do ano passado. O outro deste ano tinha ocorrido no dia 16 de fevereiro quando o mototaxista Pedro Paulo Torres, de 41 anos, o “Pedrão” foi morto a tiros num bar na Avenida Vicente Tavares Simões na Vila Paulo Gonçalves. O acusado Oziel Raimundo da Silva, de 58 anos, fugiu numa moto, mas foi preso no dia seguinte por militares do RAIO