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Já na cadeia de Juazeiro tio do prefeito de Granjeiro acusado de ameaçar testemunhas
José Plácido da Cunha, o "Castelo Tomé", foi recolhido à cadeia pública de Juazeiro do Norte no final da tarde desta quinta-feira.
Demontier Tenório
Carro pertencente a Castelo Tomé que foi apreendido no curso das investigações (Divulgação)

O comerciante José Plácido da Cunha, de 53 anos, o “Castelo Tomé”, foi recolhido à cadeia pública de Juazeiro do Norte no final da tarde desta quinta-feira. Por volta das 17h30min ele foi submetido a exame cautelar na Perícia Forense do Cariri após prestar depoimento na 19ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Crato. O mesmo foi preso na tarde de terça-feira em Maracanaú sob acusação de ameaçar testemunhas no curso das investigações que apuram o assassinato do prefeito de Granjeiro, João do Povo.

Castelo vai cumprir uma prisão temporária de 30 dias enquanto prosseguem as investigações em torno do caso. O irmão dele e ex-prefeito de Granjeiro, Vicente Félix da Silva, o “Vicente Tomé”, é um dos investigados e está usando tornozeleira eletrônica por conta de determinação judicial. Além disso, Castelo é o proprietário de uma caminhonete apreendida a qual teria sido usada no apoio logístico para a prática do crime de pistolagem na manhã do dia 24 de dezembro quando o prefeito fazia cooper.

No depoimento que prestou, ele disse apenas que tinha emprestado o carro ao seu irmão e ao sobrinho, Ticiano Tomé, que era o vice-prefeito da cidade e terminou efetivado como titular do cargo. Em março de 2014 Castelo passou a responder ação por crime de trânsito em Fortaleza e responde ainda procedimentos por transações comerciais junto ao Juizado Especial de Maracanaú. A justiça entendeu sua custódia como necessária para não atrapalhar as investigações.

A polícia atua com a perspectiva, segundo informações, cada vez mais evidentes no rumo de um crime político com envolvimentos do atual prefeito e o seu pai que é líder político em Granjeiro. O advogado de defesa, Luciano Daniel, continua negando envolvimento da família Tomé no crime e anunciou que está tomando todas as medidas jurídicas assegurando que todos estão dispostos a contribuírem com as investigações.

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