"Pão de Coco", "Deivinho" e "Chico" foram assassinados no bairro Frei Damião, enquanto "Guga" tombou sem vida no Sítio Santa Rosa, "Pirajá" no bairro Santa Tereza, "Léo" no Pio XII, além de "Geraldo do Lava a Jato" e Giovane no Tiradentes
Com 12 homicídios em sete diferentes bairros e uma localidade na zona rural, junho teve dois assassinatos a menos que os 14 do mês de maio representando uma queda de 14,2% na matança em Juazeiro. Já na comparação com junho de 2019 são oito homicídios a mais, pois, naquele período, ocorreram quatro assassinatos. Este ano foram oito em janeiro, 23 em fevereiro, 12 em março, 11 em abril, 14 em maio e 12 no mês passado.
Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, em junho, os bairros onde houve o registro de homicídios foram Frei Damião (com três ou 25% do total), Tiradentes e Santa Tereza (com 2 cada) e os demais nos bairros Franciscanos, Campo Alegre, Pio XII e Betolandia, além do Sítio Santa Rosa. No acumulado do ano os bairros Frei Damião e João Cabral lideram como os mais violentos com nove homicídios cada ou, individualmente, 11,2% do número de assassinatos em Juazeiro.
Nos primeiros seis meses de 2019, eram 43 homicídios em Juazeiro contra 80 este ano ou 37 a mais representando um crescimento na ordem de 53,7% na violência. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em nossa cidade:
Dia 02 – Luanderson Hugo Gomes da Silva, de 22 anos, o “Pão de Coco”, que residia na Rua José Cassiano da Silva (Frei Damião), foi morto a tiros na Rua Geraldo Valdevino por trás do CAIC naquele bairro por dois homens numa moto. Ele matou Carlos Eduardo Pereira Bezerra, de 18 anos, o “Kadu”, no dia 17 de junho de 2016, no Minha Casa Minha Vida da Betolandia, já tinha sido vítima de um atentado à bala e respondia procedimentos por furtos e roubos.
Dia 02 – Luiz Gomes Pereira, de 52 anos, o “Luizinho” que era mecânico e residia na Avenida Carlos Cruz perto do cruzamento com a Rua do Limoeiro (Franciscanos), foi morto a tiros dentro de sua casa por dois homens numa moto. Ele aparecia em procedimento como testemunha de homicídio culposo no trânsito.
Dia 06 – Ruhan Weverson Gonçalves Almiranda, de 20 anos, que residia na Rua Manoel Amorim dos Santos (Campo Alegre), foi morto a tiros na cabeça. Segundo sua companheira, ele discutiu com uma pessoa que passou num carro quando, momentos depois, uma dupla de moto ali chegou atirando após invadir a casa da vítima. O mesmo era acusado de um arrombamento com outros comparsas em Juazeiro.
Dia 13 – Mikael dos Santos de Freitas, de 24 anos, o “Guga” que residia no Sítio Santa Rosa imediações da nova sede do DETRAN, foi morto com 12 facadas em várias partes do corpo, principalmente no pescoço. O crime aconteceu perto de sua casa e ele respondia procedimento por crime de violência doméstica.
Dia 14 – Antonio Jefferson Silva de Oliveira, de 38 anos, o “Pirajá”, que residia na Rua Voluntários de 14 (Santa Tereza) foi morto a tiros por dois homens numa moto quando passava no cruzamento das ruas Santa Maria e das Flores naquele bairro. Ele respondia procedimentos por crimes de tráfico de drogas.
Dia 17 – Leonardo dos Santos Silva, de 23 anos, o “Léo”, que residia na Rua Coronel Neri (Pio XII), foi morto a tiros na Rua 7 de Setembro naquele bairro por dois homens numa moto. Ele era testemunha do tráfico que teve como indiciados seus próprios pais e tinha sido vítima de lesão corporal dia 5 de outubro de 2013. Já o seu pai José Eduardo da Silva, foi assassinado aos 36 anos no dia 4 de novembro de 2014.
Dia 21 – Lucivan Martins de Souza, de 33 anos, que residia na Rua São Damião (Santa Tereza), foi morto a pedradas quando seguia para sua casa pela Rua Delmiro Gouveia naquele. Ele respondia procedimentos por crimes de ameaça, lesões corporais, violência doméstica, assaltos e furtos.
Dia 26 – Alexandre Souza Batista, de 29 anos, que residia na Rua Projetada 9 do Conjunto Minha Casa Minha Vida (Betolandia) e era vendedor de joias, morreu no HRC dois dias após ser esfaqueado perto de sua casa. Ele respondia uma contravenção penal em Juazeiro e crime de trânsito em Crato.
Dia 29 – David Lima Silva, de 22 anos, o “Deivinho”, que residia em Maracanaú, foi morto numa troca de tiros com a polícia na Rua Terezinha Pereira e Sousa (Frei Damião) juntamente com Francisco Weslley Vieira da Silva, de 28 anos, o “Chico”. Eles são acusados do assassinato do Subtenente Augusto do BOPE, no dia 6 de junho em Fortaleza, e respondiam por assaltos, tráfico de drogas, lesões e homicídios.
Dia 29 – Francisco Weslley Vieira da Silva, de 28 anos, o “Chico”, que residia em Maracanaú, foi o outro morto no caso anterior da troca de tiros com a PM no bairro Frei Damião, onde os policiais apreenderam três armas de fogo e várias munições entre intactas e deflagradas.
Dia 29 – Cícero Geraldo da Silva Neto, de 43 anos, o “Gordão do Lava a Jato”, que residia na Rua Paizinho Sabiá, perto do Parque de Vaquejadas Padre Cícero (Tiradentes), foi morto a tiros dentro de sua casa. Ele era suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e saiu baleado João Paulo Ferreira Neto, morador da Rua Santo Amâncio naquele bairro.
Dia 29 – Giovane dos Santos Lima, de 16 anos, que residia na Rua Francisco Marciel Bezerra (Tiradentes) e era carroceiro, foi morto a tiros em casa e sua companheira Juliana Gomes Faustino, de 20 anos, saiu baleada a qual foi socorrida ao Hospital Regional do Cariri.
