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Justiça manda soltar sargento da PM réu por chacina, em Quiterianópolis, no Ceará
Justiça manda soltar sargento da PM réu por chacina que deixou cinco mortos, em Quiterianópolis
Cinco pessoas foram assassinadas em chacina na cidade de Quiterianópolis, no Ceará (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

O colegiado de juízes da Vara Única Criminal da Comarca de Tauá mandou soltar o sargento Cícero Araújo Veras, réu por envolvimento na chacina de Quiterianópolis, no interior do Ceará, ocorrida há pouco mais de um ano. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (29) após audiência de instrução.

A matança ocorreu no dia 18 de outubro do ano passado, em uma residência no Centro de Quiterianópolis, e deixou cinco mortos. As vítimas foram identificadas como José Reinaque Rodrigues de Andrade, 31; Irineu Simão do Nascimento, 25; Antônio Leonardo Oliveira, 19; Etivaldo Silva Gomes, 23; e Gionnar Coelho Loiola, 31. Um jovem sobreviveu ao atentado.

Os outros três policiais acusados tiveram suas prisões preventivas mantidas. São eles o cabo Francisco Fabrício Paiva, o soldado Dian Carlos Pontes Carvalho e o tenente Charles Jones Lemos Júnior. Todos eles são lotados no Comando Tático Rural (Cotar). Os quatro se tornaram réus em fevereiro deste ano.

Para libertar o sargento Cícero Araújo Veras, os magistrados consideraram que os indícios da sua participação, embora existam, não são suficientes para embasar a prisão.

“Após o término da oitiva das testemunhas arroladas pelo acusado e pela acusação, verifica-se, em uma análise superficial, que não foram afastados, de modo cabal, os plausíveis indícios de autoria em relação a dito acusado […]. Entretanto, há que se atentar que a legislação exige, para além da existência de indícios de autoria, que estes sejam dotados de suficiência apta a embasar a medida cautelar extrema”, escreveram os juízes.

Os magistrados decretaram, desta forma, que o sargento cumpra medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar entre 18h e 6h diariamente. Além disso, ele está proibido de frequentar bares, casas de shows e estabelecimentos correlatos; de manter contato com a vítima sobrevivente e seus familiares, não podendo se aproximar a menos de 500 metros deles; e de sair da cidade de Quiterianópolis sem comunicar à Justiça.

Na decisão, os juízes afirmam ainda que, caso haja descumprimento de qualquer uma dessas medidas, será decretada novamente a prisão preventiva do acusado.

Fonte: G1 CE

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