Evanio quando foi preso em Jardim há quatro anos (Reprodução)
No próximo sábado completaria um mês sem o registro de homicídios no município de Mauriti se um homem não tivesse sido assassinado por volta das 18 horas desta terça-feira. O mecânico Evanio Carlos Vieira Rosendo, de 31 anos, residia na Rua 3 de Maio no centro de Jardim e foi morto a tiros ao volante do seu veículo Ford Del Rey Belina de cor prata. O crime aconteceu na estrada de acesso ao Sítio Quixabinha (Distrito de Palestina do Cariri) na zona rural de Mauriti.
A vítima foi atocaiada por dois homens que fugiram numa moto Honda Fan de cor preta após os disparos que mataram Evanio. Segundo a polícia, ele respondia procedimentos por crimes de tráfico de drogas em Jardim e assaltos em São Paulo. No dia 4 de janeiro de 2016 ele foi preso em Barbalha por conta de um mandado de prisão em aberto expedido pela Vara das Execuções Criminais do Fórum Distrital de Cajamar da Comarca de Jundiaí (SP).
Em virtude desse crime, foi condenado a cinco anos e meio de prisão pela Juíza Adriana Nolasco da Silva. Conforme a sentença da magistrada, o assalto foi praticado por Evanio e seu comparsa Silvano da Silva Araújo com grave ameaça às vítimas. Ele já esteve preso em Serra Talhada (PE) sob a acusação de seqüestro e roubo. Na época, a juíza alegou tratar-se de crime grave praticado com emprego de arma de fogo e ameaças de morte contra as vítimas que confirmaram essa situação em depoimento.
Este foi o primeiro homicídio do mês de março em Mauriti e o terceiro de 2020 ou 33,3% em relação aos nove assassinatos registrados no decorrer do ano passado no município. O último deste ano tinha acontecido na noite do dia 7 de fevereiro quando o vigilante Valderi Barbosa, de 52 anos, o “Pedrão” que residia no Sítio Cajueiro em Mauriti, foi morto a tiros no Distrito de São Félix. Este respondia dois procedimentos por assaltos, um por dano e outro por lesão corporal.
