O corpo de Kauê será sepultado neste sábado num dos cemitérios de Juazeiro/ Foto: Reprodução
Uma semana depois e mais um caso de morte em consequência de queimaduras foi registrado na região do Cariri. Na manhã desta sexta-feira a criança Cícero Kauê da Silva Oliveira, de 8 anos, que residia na Vila Mororó em Aurora, morreu na Unidade de Queimados do IJF (Instituto José Frota) em Fortaleza. Por volta das cinco horas da madrugada do último sábado ele sofreu queimaduras graves pelo corpo em virtude do incêndio de sua casa.
O imóvel ficou bem destruído a exemplo de móveis e utensílios domésticos com o fogo e o desabamento do teto. O sinistro foi motivado por uma vela acesa já que a casa, onde morava com a mãe Elizangela Oliveira e mais quatro irmãos, não possuía energia elétrica. Logo o fogo se alastrou a partir de tecidos no quarto onde dormia e o menino foi socorrido às pressas ao hospital local após ser retirado nos braços por um vizinho.
Horas depois, Kauê terminou transferido ao IJF, mas não resistiu a gravidade do quadro clínico morrendo seis dias após sofrer as queimaduras. O fogo foi debelado por um parente da vítima e a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social de Aurora prometeu reconstruir a casa. O corpo do menino será sepultado neste sábado num dos cemitérios de Juazeiro.
A última morte em consequência de queimaduras no Cariri tinha acontecido sexta-feira (12) quando o corpo do agricultor Cícero Antonio Cândido, de 79 anos, o “Ciço Velho”, foi encontrado na roça pelo próprio filho. Ele residia na Vila Aleixo (Distrito de Jamacaru) em Missão Velha e foi brocar o terreno na preparação para o plantio quando morreu queimado. O filho retornava para casa, após tomar vacina contra a Covid em Jamacaru, e decidiu passar na roça encontrando o corpo do pai parcialmente queimado.
