Corpos de Manoel Almino e Soraia Garcia foram encontrados nas imediações do Tiro de Guerra de Crato (Reprodução)
Com a prisão do agropecuarista Paulo Roberto Cavalcante Sampaio, o “Paulinho Ceará”, segunda-feira (30) em Crato, internautas do Miséria recorreram à redação para obter informações sobre o outro condenado no assassinato do advogado Manoel Ferreira Almino de Lima e da acadêmica de medicina Soraia Garcia Bezerra de Melo no dia 2 de janeiro de 1989 naquela cidade. Na verdade, o site já tinha divulgado a prisão de Daniel Benício de Sousa Filho, de 55 anos, no dia 27 de dezembro de 2017 em Limeira (SP).
O mesmo estava para ser recambiado à Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC) em Juazeiro. Quanto a Paulinho, este aguarda decisão judicial sobre o pedido de prisão domiciliar ao alegar ser portador de doença degenerativa não sendo recomendada a reclusão em face da pandemia do coronavírus. No último dia 25 de março o advogado de ambos, Manassés Gomes da Silva, tinha protocolado um pedido de habeas corpus em favor dos dois na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.
Em Limeira (SP), Daniel vinha trabalhando como artesão e é condenado a 42 anos de prisão pelo envolvimento no duplo homicídio. O mesmo foi preso num imóvel na Rua Presidente Roosevelt, no centro de Limeira, e os investigadores já tinham feito algumas investidas para localizá-lo. Quando isso ocorreu, apresentaram-lhe o Mandado de Prisão Preventiva expedido dia 12 de setembro de 2017 pelo Juiz Josué de Sousa Lima Júnior, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Crato.
Daniel foi condenado numa Ação Penal de Competência do Júri por homicídio triplamente qualificado, sendo sua prisão formalizada pelo Delegado de Limeira, William Marchi, que comunicou ao Tribunal de Justiça do Ceará. Os corpos de Manoel Almino e Soraia Garcia foram encontrados apresentando perfurações à bala no porta malas do carro dele nas imediações do quartel do Tiro de Guerra 10.004 em Crato. A condenação de ambos aconteceu no julgamento ocorrido há 10 anos.
Em relação a Paulinho, foram 20 anos de prisão com pena de sete anos pela morte do advogado e 13 relacionados com o assassinato da acadêmica. Tanto ele quanto Daniel negam envolvimento no duplo homicídio e protestam inocência. O Ministério Público denunciou que os crimes teriam vingança como motivo já que, segundo os autos, Paulinho estava na festa em um clube quando discutiu com seis pessoas, incluindo Manoel Almino encontrado morto, depois, com sua namorada.
