Sara foi morta a golpes de faca em Assaré (Reprodução/Redes sociais)
O mês de outubro terminou com o registro de quatro mulheres assassinadas na região do Cariri mais precisamente nos municípios de Crato, Assaré, Campos Sales e Jati. São três a mais na comparação com o mês de setembro ou acréscimo de 300% entre os últimos dois meses. Na comparação com outubro de 2019 são duas a mais já que no décimo mês do ano passado tivemos assassinatos de duas mulheres no Cariri.
Sendo assim, nos primeiros 10 meses deste ano já são 28 pessoas do sexo feminino mortas no Cariri ou 18 a mais que os primeiros dez meses do ano passado representando 180% de acréscimo. Juazeiro responde por 39,3% em relação ao número de assassinatos no Cariri com 11 mulheres mortas nesse período. Outras cinco foram em Lavras da Mangabeira, duas em Barbalha, duas em Crato e as demais em Várzea Alegre, Missão Velha, Penaforte, Mauriti, Porteiras, Assaré, Campos Sales e Jati.
No dia 4 de outubro foi encontrado o corpo de uma mulher numa cova rasa revirada por animais no Sítio Barreiro Grande na área do Distrito de Belmonte na zona rural de Crato. Perto do cadáver estavam uma calcinha, sutiã e um crachá ilegível e sem foto de uma empresa de transportes coletivos. Este segue sem identificação na Perícia Forense de Juazeiro
Já no dia 12 a jovem Antonia Sara da Silva Pereira, de 23 anos, que residia na Rua Murilo Brilhante (Bairro Populares) em Assaré, foi morta a golpes de faca no canteiro de obras de um posto de combustível no bairro Coruja. Ela tinha saído de casa na noite anterior para se encontrar com amigos e não retornou. Horas depois a polícia prendeu como principal acusado Antonio Caetano da Silva, de 23 anos, apelidado por “Val”.
Enquanto isso, no dia 17 de outubro, Antonia de Assis de Alencar Silva, de 75 anos, que morava sozinha numa casa no Sítio Inharé em Campos Sales, foi morta a tiros dentro do imóvel por dois homens que fugiram numa moto. A suspeita é de um crime de pistolagem motivado por conflitos relacionados com herança e a vítima já tinha sofrido ameaças.
Finalmente no dia 31 Maria de Fátima Gomes Ramos, de 69 anos, que residia na Avenida Humberto de Alcântara (Centro) em Jati, foi morta a facadas na calçada de casa momentos após o acusado matar o seu esposo Severino dos Ramos, de 68 anos, o “Ramim”, na cozinha. O principal suspeito Francisco Igor Ferreira Leonardo, de 26 anos, teria buscado refúgio na residência do casal momentos após assassinar ali perto o vaqueiro João Paulo Barbosa, de 35 anos, que dormia numa rede.
