Severo Manoel foi condenado a 23 anos de prisão (Foto: Reprodução)
Durou cerca de vinte horas, entre às 9 horas da manhã desta sexta-feira e as cinco da madrugada de hoje, o julgamento do padeiro Severo Manoel Dias Neto, de 42 anos. Ele foi condenado a 23 anos em regime fechado por um crime de feminicídio e já seguiu direto para a Penitenciária de Juazeiro do Norte. No dia 2 de abril de 2019 o mesmo matou a tiros sua ex-companheira Maria Rosimeire de Santana, de 37 anos, a “Meirinha” que trabalhava como costureira.
Na noite daquele dia, Severo arrombou a porta da casa dela na Rua 11 Quadra H do Conjunto São Sebastião II do Minha Casa Minha Vida (Bairro Professora Gely de Sá Barreto) e a executou na frente dos dois filhos do casal. Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro decidiu pela condenação do réu. Em fevereiro ele conquistou a liberdade aumentando ainda mais a revolta de familiares, amigos e movimentos de mulheres no Cariri.
A irmã da vítima, Roseane Santana, definiu o julgamento como satisfatório, principalmente, como acrescentou, pelo fato de a família não aguentar mais os sucessivos adiamentos. Ela esteve no auditório do Fórum Desembargador Juvêncio Santana junto com a sua mãe, irmãos, outros familiares e amigos acompanhando a sessão do Tribunal do Júri.
Severo e Meirinha estavam separados e ele residia na Rua José Gonçalves de Almeida (Tiradentes) tendo fugido numa moto após matar sua ex. Todavia, o acusado terminou preso uma semana depois refugiado numa casa na zona rural de Caririaçu. Ele já respondia procedimentos por crimes de violência doméstica contra a mulher e até tinha sido preso quando houve a separação. O mesmo não concordava com o fim do relacionamento e buscava reatar o romance.
