Praxedes foi morto a tiros na cabeça no dia 19 de abril de 2000 em Juazeiro (Divulgação)
O processo relacionado com o assassinado do ex-técnico de futebol e bicheiro, Praxedes Ferreira da Silva, foi definitivamente arquivado no dia 8 de junho de 2016 pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro do Norte. No último domingo o Site Miséria publicou matéria lembrando os 20 anos do homicídio e muitas internautas procuraram informações sobre a instrução criminal em torno do caso.
O único réu constante nas investigações sequer foi pronunciado. Juraci Francelino Higino, de 49 anos, chegou a ter sua prisão decretada, porém a decisão terminou revogada a pedido de sua defesa confiada ao advogado Vantuil Matias. A principal testemunha do crime não o teria reconhecido como o homem que efetuou os disparos que resultaram na morte de Praxedes ao volante da sua caminhonete.
Ademais, Juraci Francelino sempre negou envolvimento no homicídio que aconteceu na manhã do dia 19 de abril de 2000 na estrada vicinal de acesso ao Sítio Touro em Juazeiro. Naquela localidade, Praxedes possuía um sítio e era costume ir até lá todos os dias. No retorno, foi atocaiado e morto a tiros na cabeça. Juraci foi, ocasionalmente, motorista da vítima.
Quando Praxedes aprendeu a dirigir não necessitou mais do serviço aleatório, porém Juraci decidiu reclamar direitos trabalhistas na justiça e perdeu a causa no que ficaram indiferenças entre os dois. Daí a crença que poderia ter sido o motivo do crime já que o ex-técnico e ex-dono de uma peixada na Avenida Virgílio Távora não possuía inimizades. Praxedes era uma pessoa muito conhecida e querida determinando que o fato causasse grande repercussão em todo o Cariri.
