Sérgio Rolim condenado a mais 32 anos por matar mulheres no Cariri e pena total chega a 150 anos (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
O ex-bancário Sérgio Rolim Brasil, de 48 anos, voltou a sentar no banco dos réus nesta sexta-feira durante sessão do Tribunal do Júri no auditório da Faculdade de Medicina de Barbalha. O mesmo restou condenado a mais 32 anos e oito meses de prisão, sendo agora pelo duplo homicídio contra a copeira do Hospital do Coração de Barbalha, Maria Aparecida Pereira da Silva, de 27, e a coreógrafa Waneska Maria da Silva, de 22 anos.
Elas residiam em Barbalha e seus corpos foram encontrados dia 13 de março de 2002 amordaçados e estrangulados no Sítio Arraial na zona rural de Missão Velha. O dia foi de grande movimentação tanto dentro quanto nos arredores da Faculdade de Medicina de Barbalha. Fotos das mulheres mortas por Sérgio Rolim e outras assassinadas no Cariri chamavam a atenção nos canteiros da instituição. Além disso, muitas faixas e manifestos principalmente de entidades defensoras das mulheres.
Sérgio é acusado ainda de estupros e o assassinato do mototaxista Ricardo Guilhermino dos Santos, o qual foi vítima de queima de arquivo em Crato por saber muito sobre as maldades do amigo. Ele está preso na Penitenciária Industrial e Regional do Cariri desde o dia 3 de maio de 2002 e já foi condenado a 118 anos por quatro homicídios com características semelhantes. O primeiro deles no dia 25 de maio de 2001 quando a vendedora de joias Telma de Souza Lima foi morta por estrangulamento e o corpo encontrado na Serra do Araripe em Crato.
As penalidades incluem ainda o assassinato da vendedora de plano de saúde que residia em Juazeiro, Edilene Maria Pinto Esteves, de 38 anos. O corpo dela foi encontrado no dia 9 de março de 2002 amordaçado e estrangulado no Sítio Correntinho em Barbalha. Também os estupros e o assassinato da jovem Ana Amélia Pereira Alencar, de 21 anos, que teve o corpo encontrado no Distrito de Monte Alverne em Crato no dia 23 de abril de 2002 após ser morta por asfixia.
