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Surgem mais vítimas em Juazeiro do golpe milionário praticado por donos de uma loja
Seguem as investigações em torno do golpe milionário praticado por empresários donos de uma loja em Juazeiro
Demontier Tenório
Empresária Anna Cruz é uma das envolvidas de acordo com o Inquérito Policial (Foto: Reprodução)

Seguem as investigações em torno do golpe milionário praticado por empresários donos de uma loja em Juazeiro e a proprietária de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. Estão surgindo novas vítimas perante o delegado regional de Juazeiro, Júlio Agrelli. A novidade é que, em meio a elas, estão funcionários da própria loja Maison Móveis e Decoração (Bairro São Miguel) e parentes de pacientes da clínica que descobriram seus nomes na relação dos contratantes de empréstimos sem que tivesse feito.

A vendedora Laynnara Pereira Gonçalves Veloso, que tinha sido presa no dia em que a operação foi deflagrada no dia 13 de setembro, já está em liberdade mediante medidas cautelares determinadas pela justiça. Já os “cabeças” dos negócios ilícitos seguem foragidos no caso a proprietária da loja Cícera Marciana Cruz da Silva, a “Anna Cruz”, e três sócios: Iorlando Silva Freitas, Irineide Bezerra Braga e Marcelo Sousa Miranda. A polícia tenta identificar o paradeiro do quarteto

Eles aplicaram um golpe milionário no Juazeiro usando dados dos clientes. Nesse momento, o valor já chega a R$ 1 milhão, mas o próprio delegado Júlio Agrelli admite a possibilidade de atingir a cifra de R$ 10 milhões. Um dos pontos da investigação é uma suposta facilidade gerada por algum funcionário do Banco Santander já que muitas das vítimas não tinham o perfil adequado para contratar empréstimo de alto valor. Levantamentos apontam gente que recebia um salário mínimo e conseguiu empréstimo de R$ 600 mil.

Ainda de acordo com as investigações, vítimas eram abordadas pela vendedora Laynnara e outras funcionárias, que insistiam num cadastro ante o pretexto de oferta de promoções. Ela também argumentava sobre a necessidade de bater meta. Com dados pessoais em mãos, os empresários faziam empréstimos em nomes das pessoas que haviam feito o cadastro. Agora, a Polícia Civil investiga crimes como lavagem de dinheiro, estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha.

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