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Bolsonaro sugere que impactos econômicos impediram intervenção no STF
Presidente concordou que apoiadores queriam medida autoritária, mas afirmou que consequências na economia seriam devastadoras.
Bolsonaro insiste em fraude nas eleições e diz que Congresso foi 'chantageado'
Presidente Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sugeriu nesta segunda-feira (28), em entrevista ao quadro Direto ao Ponto, da Jovem pan News, que não levou adiante uma tentativa de intervenção no Supremo Tribunal Federal (STF), o que seria inconstitucional, em razão dos impactos econômicos que tal medida teria. Ao ser questionado sobre o desejo de parte de seus apoiadores que foram às ruas, o presidente afirmou que o dia seguinte de uma medida como essa seria inviável em razão da pressão internacional.

“Não (pensei em tentar uma intervenção no STF). Eu sei bem o meu lugar. Eu sei que estou representando a mim. Eu sei a importância de o Brasil continuar numa normalidade, vamos assim dizer. Sei disso. Você não pode pegar e dar um cavalo de pau num transatlântico. Eu sabia das consequências. Muito bacana (fazer intervenção), você sai carregado no colo, nos braços naquele dia. E o after day? E o dia seguinte? O 7 de setembro foi todo pensando em que fazer no dia seguinte. Havia uma expectativa enorme, mas as sinalizações que vieram do próprio (ministro Luiz Roberto) Barroso nos dão uma certa tranquilidade. A questão dos atos antidemocráticos, desse inquérito, nós sabemos o que representa isso aí”, apontou.

Bolsonaro afimrou que conversou com o ex-presidente Michel Temer (MDB) no dia seguinte, após o pronunciamento de Luiz Fux, que considerou “duro” contra ele. E que de lá para cá já falou umas cinco vezes com o ministro Alexandre de Moraes, um dos principais alvos dos apoiadores e do próprio presidente na manifestação do dia 7. Ele não quis dizer o que conversaram.

“(Houve) uma ligacao do presidente temer pra mim, quando aconteceu que o ministro Fux fez um pronunciamento pesado contra mim. alguns chegaram a dizer: ‘Rebate, contrataca, dá resposta’. (Eu disse:) ‘Calma, vou responder amanhã, mas calma’. Não tem problema. Eu aprendi a digerir as coisas. Nesse ínterim houve o contato com o presidentre Temer. Ele não queria passar por telefone a ideia dele, veio pra cá. Trouxe uma proposta, eu juntei com o que eu falaria aqui, fizemos um pequeno acerto, a proposta estava boa, a minha também estava boa, foi uma fusão ali, saiu aquela nota que muita gente num primeiro momento ano entendeu”, afirmou, antes de explicar melhor o que considerava impactos perigosos de uma aventura autoritária.

“Como fica o Brasil perante o mundo (em caso de intervenção)? Como é que ficam possíveis barreiras comerciais? A gente fica numa situação complicada. A esquerda não é apenas a que estava lá na Venezuela, Cuba, Coreia do Norte. Não. Está no mundo todo. Como fica a nossa situação perante o mundo? Como o dólar se comportaria no dia seguinte? E o preço do petróleo aqui dentro?”, afirmou, dizendo também que a tentativa de parada dos caminhoneiros se voltaria contra ele.

Fonte: O Tempo

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