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CPI da Covid desiste de ouvir ex-mulher de Bolsonaro
Senadores aprovaram convocação de Ana Cristina Valle, mas após resistências, depoimento não deve ser marcado.
CPI da Covid desiste de ouvir ex-mulher de Bolsonaro
Ex-mulher de Bolsonaro seria convocada a prestar depoimento na CPI da Covid, no Senado Federal (Foto: Reprodução/Instagram)

A CPI da Covid não deve mais ouvir Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro. Ele foi convocada a prestar depoimento após aprovado um requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que suspeita de relações dela com Marconny Faria, suposto lobista da Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a compra da Covaxin pelo governo federal. De acordo com os senadores, Ana Cristina teria atuado a pedido dele para fazer indicações de cargos no governo federal.

“A sua relação próxima com a ex-esposa do senhor Jair Bolsonaro deve ser amplamente esclarecida, com vistas a examinar potencial atuação ilícita de ambos no contexto da pandemia”, afirmou o requerimento de Alessandro Vieira.

A convocação não deve ser suspensa, mas a tendência entre os membros da CPI é que ela seja agendada.

Apesar de ter sido aprovada, a convocação não era unanimidade dentro do chamado G7, grupo que forma a maioria dos 11 membros titulares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), seria um dos que questionam a necessidade de ouvir a ex-mulher de Bolsonaro. Cabe a ele marcar todas as sessões e oitivas.

O senador Humberto Costa (PT-PE) acredita que é necessário comprovar relação entre as suspeitas sobre Ana Cristina e o tema tratado pela CPI: “que ela praticou tráfico de influência, advocacia administrativa, que é uma pessoa que anda acompanhada por esses lobistas e deve ter cometido uma série de coisas, é verdade. Mas tem que ver se tem vínculo entre os temas que ela tratou e a CPI, porque senão a gente foge do objeto.”

Em 2018, Ana Cristina se candidatou à Câmara dos Deputados pelo Podemos utilizando o sobrenome “Bolsonaro”, apesar de ter se divorciado do presidente, mas não foi eleita.

Fonte: O Tempo

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