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Damares diz que vacinação infantil gerou “pânico nas crianças”
Ministra defendeu que pasta precisou se posicionar após pais e crianças manifestarem "pavor" com informações sobre imunização contra Covid
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que a nota técnica emitida pela pasta desestimulando a obrigatoriedade da imunização infantil contra a Covid-19 buscava “acalmar” e “não criar mais pânico nas crianças”.

A declaração ocorreu durante participação da titular da pasta na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal, nesta segunda-feira (28/3).

Segundo Damares, a pasta “tinha que acalmar as crianças”. “Elas estavam em pânico. Nós geramos pânico nas crianças. Precisamos entrar na discussão para que o pânico passasse. Precisávamos dizer a elas que nenhuma criança vai para o orfanato [se não vacinar], nenhuma criança vai para o abrigo. Esse foi nosso papel”, defendeu.

A ministra afirma que o governo apenas decidiu se posicionar, por meio de um “ato opinativo”, quando passou a ser procurado por pais e crianças que estariam “em pavor” com as notícias falsas que circulavam sobre a vacinação.

A ministra afirma que o governo apenas decidiu se posicionar, por meio de um “ato opinativo”, quando passou a ser procurado por pais e crianças que estariam “em pavor” com as notícias falsas que circulavam sobre a vacinação.

“Alguns pais que diziam que não queriam vacinar e a televisão dizia tanto: ‘Você vai perder a guarda das crianças, você vai perder a guarda’. Crianças ficaram em pavor, achando que iam morar em abrigo porque o pai tinha dito que ela não seria vacinada. Isso chega para nosso ministério e eu sou ministra da criança. Quando a gente viu horror e medo nas crianças, a gente disse: ‘Para tudo, que agora a gente vai ter que entrar [nesta discussão]’”, explicou.

 

Metrópoles

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