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Em novo ministério, Onyx terá FGTS, relações com sindicatos, INSS e Datraprev
Ministro da Economia diz que Onyx é fiel ao governo e não poderia ficar sem cargo na reforma ministerial anunciada por Bolsonaro para os próximos dias. E negou que mudanças sejam por pressão política.
Em novo ministério, Onyx terá FGTS, relações com sindicatos, INSS e Datraprev
Novo ministério de Onyx Lorenzoni tirá poder do Ministério da Economia, de Paulo Guedes (Reprodução/Flickr/Governo de Transição)

O ministro Onyx Lorenzoni deve herdar o Ministério do Emprego e Previdência , que será recriado, com todas as áreas que têm ligação com assunto previdenciário e trabalhista, como os fundos dos trabalhadores ( FGTS e FAT ), INSS e Dataprev . Enquanto não toma posse, ele já planeja políticas prioritárias para a sua pasta, como a regulamentação do home office.

Também ficarão subordinados ao ministro a secretaria de Fiscalização do Trabalho, o departamento de registros sindicais, de perícia médica, além de órgãos responsáveis pelas normas dos fundos de pensão.

Essas atribuições estão hoje sob o guarda-chuva do ministro da Economia, Paulo Guedes , que irá perder poder sobre áreas ligadas diretamente à economia do dia a dia e geração de emprego. O atendimento do INSS, das agências do trabalhador e o processamento das aposentadorias fará o novo ministério ter o maior Orçamento da Esplanada.

O ministério será criado como parte da solução para acomodar o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), na Casa Civil da Presidência da República.

O ministro Luiz Eduardo Ramos sairá da Casa Civil para a Secretaria-Geral da Presidência, até agora ocupada por Lorenzoni. Para não desalojar o aliado, o presidente Jair Bolsonaro decidiu recriar o Ministério do Trabalho — que mudará de nome.

Lorenzoni, por outro lado, deve ter uma passagem rápida pela pasta por causa dos planos de disputar as eleições em 2022. Segundo um interlocutor, ele deve deixar o comando do novo ministério em abril para participar da corrida eleitoral para o governo do Rio Grande do Sul ou o cargo de deputado federal.

Caso o plano se concretize, a pasta deverá ter um perfil técnico, com a promoção do secretário-executivo ao cargo de ministro. O atual secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco , é cotado para ser o braço direito de Onyx.

O nome de Bianco também é defendido por procuradores para assumir a Advocacia-Geral da União (AGU), na vaga de André Mendonça. Bianco é funcionário de carreira do órgão.

Lorenzoni se reuniu ontem com Bianco para entender a estrutura na nova pasta. Segundo relatos, o ministro prometeu manter toda a equipe técnica da Economia, o que amenizou o clima de tensão entre os funcionários.

A blindagem da área técnica não incluiria, porém, a Dataprev, que pode ter seu comando trocado, abrindo margem para indicações políticas nos órgãos. A tendência, por outro lado, é manter Leonardo Rolim no comando do INSS.

Fonte: IG

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