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Em quatro anos, número de eleitores no exterior aumenta 27%
São Paulo e Minas Gerais, maiores colégios eleitorais do País, perderam eleitores no período.
Eleições
Detalhe da urna eletrônica e a tecla confirma (Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

O número de eleitores brasileiros que votam no exterior aumentou 27,6% em quatro anos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em números absolutos, 460.692 pessoas votavam fora do Brasil em 2018, enquanto os registros de fevereiro deste ano apontam para 588.201 aptos a votar.

Este aumento reflete, segundo especialista, a insatisfação de brasileiros com a situação econômica e a crise política no País.

Ao analisar os 26 Estados e o Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais, maiores colégios eleitorais do País, perderam eleitores no período. Até o momento, 2,4% e 1,8% a menos, respectivamente.

São Paulo tem 32,1 milhões de aptos a votar em outubro próximo. Há quatro anos, o número era de 32,9 milhões de pessoas. Já Minas Gerais, caiu de 15,7 milhões para 15,4 milhões de eleitores.

Outros três Estados também perderam eleitores até fevereiro deste ano. A Bahia é o Estado com maior queda, de 4,8%. Estavam aptos a votar na Bahia 10,7 milhões de pessoas e, agora, são 10,2 milhões.

Mato Grosso do Sul contava com 1.893.131 eleitores e, agora, 1.861.285, uma queda de 1,6%. Mato Grosso aparece com 2.254.687 ante 2.285.179 de quatro anos, o que representa 1,3% a menos. Por fim, Maranhão teve uma leve queda de 0,071% (4.583.849 para 4.580.608).

Alta de eleitores nos Estados não chega a 10%
Entre os Estados brasileiros que apresentam aumento de eleitores em quatro anos, nenhum chegou a 10%. Na diferença, Goiás teve aumento de 8,7% (de 4,3 milhões para 4,7 milhões).

Na sequência, Paraíba saltou 6,8% (2,8 milhões para 2,9 milhões). Na terceira posição aparece o Amapá com 524,8 mil eleitores ante 494,1 mil de 2018, uma diferença positiva de 6,2%.

Os outros Estados apresentaram acréscimo de eleitores abaixo de 6%.

Eduardo Lima, mestre em história social pela Unesp, lembra que muitas pessoas deixaram de regularizar o título de eleitor por causa da pandemia. Lima diz ainda que a fuga de brasileiros devido as crises econômica e política é outro fator para aumento de eleitores no exterior.

“A fuga, por exemplo, de pesquisadores que não têm encontrado emprego no Brasil e estão buscando Europa e América do Norte. Uma parte também da classe média alta busca, por exemplo, países como Portugal. Muito pelo fato do desânimo com País na área econômica e na área política”, disse Lima.

Prazo para regularizar título de eleitor vai até 4 de maio

O TSE informa que a regularização de título de eleitor vai até o dia 4 de maio. Por causa da pandemia da Covid-19, há possibilidade de resolver problemas eleitorais pela internet, como emissão de bolete para quitação de multas, que geralmente tem valor pequeno de R$ 3,15.

“Antes de qualquer alteração, é importante que as pessoas que já possuem título verifiquem se há débitos ou multas antes de prosseguir. A regularização do documento pode ser feita pela internet, no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do sistema Título Net. O prazo também vale para os que desejam solicitar a emissão da primeira via, transferência de local, alteração de dados pessoais ou revisão para a regularização de inscrição cancelada”, diz publicação do Tribunal.

Via internet, o eleitor precisa ainda enviar documentos pessoais para o processo de regularização, como documento oficial (frente e verso), comprovante de pagamento de débito (quando houver débito), quitação do serviço militar (para homens entre 18 e 45 anos).

“Faça também uma selfie segurando, ao lado de sua face, o documento oficial de identificação, com o lado que contenha a foto voltado para a câmera. É proibida a utilização de qualquer adereço, vestimenta ou aparato que impossibilite a completa visão de sua face, tais como óculos, bonés, gorros, entre outros”, explica a assessoria do TSE.

Fonte: O Tempo

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