Giovanni Sampaio (PRD). | Foto: Guto Vital / Portal M1.
O ex-diretor do Hospital Regional do Cariri (HRC), Giovanni Sampaio (PRD), afirmou que a pré-candidatura ao Palácio da Abolição não terá recuo por sua parte. O gestor defende que a pré-candidatura pode auxiliar no crescimento partidário da legenda e ajudar os eventuais candidatos a deputados estaduais e federais.
Apesar de integrar a base do atual governador Elmano de Freitas (PT), que provavelmente será candidato à reeleição, o médico pontuou que seu principal alvo é o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que deve ser lançado como candidato da oposição de direita ao governo do Ceará. Nos últimos meses, ambos trocaram farpas em pronunciamentos públicos.
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Ao ser questionado sobre consultar o ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT), sobre a pré-candidatura, já que o senador é apontado como uma das pessoas responsáveis pela eventual campanha de Elmano, Giovanni informou que não buscou o petista.
“Não consultei o ministro Camilo Santana porque ele não está sendo candidato a nada. Eu acho um bom candidato o Elmano de Freitas e um excelente candidato da direita pura, de verdade, o Girão (Novo). O Ciro Gomes, a gente não sabe o que ele é ainda“, disse em entrevista ao Portal M1.
Críticas a Ciro Gomes
Segundo Sampaio, o tucano possui um discurso contraditório ao longo de sua carreira política. À reportagem, ele deu como exemplo os elogios e as críticas que foram feitos por Ciro a Camilo Santana em diferentes momentos, além da própria relação com o PDT, partido que o ex-governador integrou por 10 anos.
“Recebendo salário do PDT, usando aviões, fundo partidário do PDT, material gráfico e tudo. Só agora ele veio dizer que o partido se vendeu? Então realmente é das contradições”, defendeu o médico.
Também acusou Gomes de fazer críticas em nível pessoal aos opositores políticos. “Ele ataca o Eduardo Santana, o pai de família, que é um senhor de 91 anos de idade. Ele não respeita ninguém“, disse.
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Pesquisas
Quanto à perspectiva de alcançar uma boa votação, Giovanni julga que é necessário trabalhar na pré-campanha e, ao longo dos meses, aguardar a vontade do eleitorado. O ex-diretor do HRC não descarta a possibilidade de ser surpreendido nas urnas.
“O próprio Eduardo Girão não figurava na lista dos senadores eleitos. Ele disse que tinha mais de 50 pontos, abriu a urna, deu o Eduardo Girão. Então a gente tem que trabalhar e esperar a vontade do povo“, exemplificou.
Ao comentar a liderança de Ciro Gomes nas pesquisas, Giovanni afirmou que os levantamentos são momentâneas e que, até outubro, período em que acontecerá a votação, o cenário pode mudar.
Com menos de uma semana de pré-candidatura lançada, o ex-vice-prefeito de Juazeiro do Norte não acredita que deva aparecer pontuando nos próximos estudos. “Mas tem seis meses pela frente. E eu quero mesmo fazer o que eu posso, dar o melhor para o meu Estado e, acima de tudo, olho no olho com o Ciro Gomes no debate para ver quem fala a verdade e quem é mentiroso“.
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