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Governadores criticam Bolsonaro por falas sobre ICMS e morte de Adriano
Presidente desafiou governos estaduais a zerarem o imposto sobre combustíveis e disse que ex-capitão do Bope foi morto pela 'PM da Bahia, do PT'.
O presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta críticas de governadores (Marcos Corrêa/PR/Divulgação)

Insatisfeitos com as recentes declarações de Jair Bolsonaro – uma desafiando os estados a reduzir o ICMS cobrado sobre combustíveis e outra de que a morte do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega foi causada pela Polícia Militar da Bahia, governada por Rui Costa (PT) -, vinte governadores assinaram uma carta com críticas ao presidente da República.

“Recentes declarações do Presidente da República, Jair Bolsonaro, confrontando governadores, ora envolvendo a necessidade de reforma tributária, sem expressamente abordar o tema, mas apenas desafiando governadores a reduzir impostos vitais para a sobrevivência dos estados, ora se antecipando a investigações policiais para atribuir fatos graves à conduta das polícias e de seus governadores, não contribuem para a evolução da democracia no Brasil”, diz o documento intitulado “Em defesa do pacto federativo”.

Na quarta-feira 5, na saída do Palácio da Alvorada, o presidente disse que estava preparado para zerar os impostos federais sobre os combustíveis se os governadores também zerassem o ICMS, cobrado pelos estados. “Eu zero federal se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui, agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS. Se topar, eu aceito”, disse na ocasião.

No sábado 15, Bolsonaro divulgou uma nota, em suas redes sociais, na qual rebate as críticas feitas pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT), e afirma que Adriano da Nóbrega foi vítima de uma “provável execução sumária”. O presidente citou a reportagem de capa da revista Veja que trouxe fotos do corpo do ex-capitão que reforçam suspeitas de que ele foi morto com tiros disparados à curta distância – o que contraria a versão oficial da polícia da Bahia, responsáveis pela ação. As imagens também sugerem que, antes de morrer, Adriano da Nóbrega pode ter sofrido violência.

Fonte: Veja

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