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Jade Romero desiste da federação União Progressista e se filia ao PT: “partido com história de luta”
A filiação ocorre dois dias após Jade ter declarado que sua adesão à federação União Progressista estava mantida, mesmo diante da sinalização de que o grupo apoiará Ciro Gomes (PSDB).
Rogério Brito
Jade Romero, vice-governadora
Jade Romero, vice-governadora | Foto: Divulgação

A vice-governadora Jade Romero se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) nesta quinta-feira (2). Ela deixa o MDB, sigla pela qual foi eleita em 2022 na chapa encabeçada pelo governador Elmano de Freitas (PT). Em anúncio nas redes sociais, Jade afirmou que retorna ao PT a convite de Elmano, do presidente Lula (PT) e do senador Camilo Santana (PT).

“Informo com muita alegria, após treze anos, o meu retorno ao Partido dos Trabalhadores. Retorno com o mesmo sentimento de quando me filiei pela primeira vez, aos 15 anos, nos anos 2000, a um partido com história de luta, que entende a política como meio de transformação de vidas”, escreveu a vice-governadora.

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A filiação ocorre dois dias após Jade ter declarado que sua adesão à federação União Progressista estava mantida, mesmo com o anúncio do ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) como presidente da federação e diante da sinalização de que o grupo apoiará Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo Palácio da Abolição.

“Isso faz parte do processo democrático. Está lá no meu Instagram, está lá no feed, a minha decisão e, obviamente, para apoiar o governador Elmano. Não há outro caminho”, disse Jade na última segunda-feira (30). O vídeo ao qual ela faz referência, no entanto, já não está mais disponível nas redes sociais da vice-governadora.

Disputa pela federação

Após o anúncio de que a federação ficaria na oposição, Capitão Wagner afirmou na semana passada que a declaração de Jade teria sido uma manobra articulada por Camilo. Segundo ele, o ministro da Educação teria utilizado a vice-governadora para um “blefe”. Wagner também declarou que Camilo teria tentado convencer o ex-prefeito de Caucaia, Vítor Valim, a gravar um vídeo anunciando filiação à União Progressista, o que teria sido recusado.

“Lamento que Camilo Santana tenha utilizado uma mulher para fazer o maior blefe da história da política cearense, quando colocaram a vice-governadora para anunciar uma suposta filiação que ela faria à federação. Por que não usaram um político homem para fazer esse anúncio? Porque sabiam que era um blefe e queriam constranger uma mulher”, declarou.

A vice-governadora, por sua vez, classificou como “misoginia” as declarações de Wagner. “Aquela fala que tenta demonstrar solidariedade, na verdade, é uma fala misógina, questionando a minha decisão. A minha decisão política é uma decisão pessoal. Obviamente que ficarei na federação, se a federação estiver apoiando o nosso governador Elmano de Freitas”, rebateu.

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