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Lula diz que saída de Camilo do MEC é para disputar eleições “se precisar”
A desincompatibilização de Camilo do Ministério da Educação (MEC) permite que ele permaneça em “stand-by” caso o grupo governista estadual precise de um plano B para as eleições.
Rogério Brito
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Camilo Santana, durante reunião com reitores das universidades federais do país e dos institutos federais de ensino, no Palácio do Planalto.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Camilo Santana | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o ministro da Educação, Camilo Santana, pode ser lançado candidato nas eleições de outubro “se precisar”. A declaração foi feita nesta quinta-feira (26), durante a inauguração de novas áreas do Hospital Universitário de São Carlos, em São Paulo.

“O Camilo não é candidato, mas vai se afastar para ficar de olho, na expectativa. Se precisar, ele é candidato”, disse Lula, sem especificar se a eventual candidatura seria ao governo do Ceará ou à Vice-Presidência da República.

Camilo deve se desincompatibilizar do cargo até o dia 4 de abril. Mesmo com mandato de senador garantido até 2030, o movimento permite que ele permaneça em “stand-by”, caso o grupo governista estadual precise de um plano B para as eleições. Isso ocorre em meio ao cenário em que o governador Elmano de Freitas (PT) aparece atrás do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) nas pesquisas mais recentes sobre a disputa pelo Palácio da Abolição.

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Camilo já negou, mais de uma vez, que pretenda substituir Elmano, mas admitiu que pode ser convocado para uma missão política no estado. No último dia 14, durante agenda em Juazeiro do Norte, ele reforçou apoio ao atual governador.

“Posso dizer, com certeza, que o governador Elmano é candidato à reeleição, meu candidato. Ele tem feito um grande trabalho e dado continuidade ao projeto que iniciamos”, afirmou o ministro, durante vistoria às obras do Hospital Universitário da Universidade Federal do Cariri (UFCA).

“Vou repetir que vou me desincompatibilizar para me dedicar a trabalhar muito. […] É muito complicado para mim. Quando entro em alguma coisa, entro com muita energia e disposição. Eu me entrego muito. Tanto que você sabe que ser ministro não é só cuidar do seu estado, é cuidar do Brasil”, completou.

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