Foto: Fred Magno/O Tempo
O pré-candidato à presidência da República Ciro Gomes (PDT) defende a regulação da Petrobras. O presidenciável criticou a atual política de preço de combustíveis adotada pela empresa em entrevista ao programa Café com Política, da Rádio Super 91,7 FM, nesta sexta-feira (11). Atualmente, a fórmula é baseada no valor do barril de petróleo no mercado internacional e no valor do dólar.
De acordo com Ciro, a Petrobras poderia cobrar cerca de US$ 30 por barril de petróleo, quando, na verdade, cobra, aproximadamente, US$ 90. “O principal insumo do custo (dos combustíveis) é o barril de petróleo. A Petrobras tira do pré-sal um barril por US$ 10. Quando soma o lucro do distribuidor, do transportador, os impostos e os lucros da própria Petrobras, o barril fica em US$ 30, em linha com as melhores empresas internacionais. Ela cobra US$ 30? Não”, pontua.
Conforme o trabalhista, a empresa, na verdade, acompanha o merca especulativo do preço do barril de Roterdã, nos Países Baixos. “O barril de petróleo tipo brent deu ontem US$ 92, porque tem uma confusão entre a Ucrânia e a Rússia, os americanos estão mostrando os dentes e há uma ameaça de desabastecimento da Europa. Então, os preços internacionais ficam nervosos, o barril já vai para US$ 120 e a Petrobras pega o preço e mete no lombo do brasileiro”, critica.
Ciro projeto que, já no primeiro dia de governo caso seja eleito, convocaria o Conselho de Administração da Petrobras para revogar a política de paridade. “Convoco o Conselho de Administração para anunciar uma nova política de preço e revogar a paridade internacional. Custo Brasil, em real, mais um lucro razoável em linha (com as melhores empresas)”, promete.
O pré-candidato acrescenta que, como o preço das ações cairia, o próprio governo as compraria para atenuar a perda de valor. “Ao anunciar isso, eu atenuo o caso, anuncio um fato relevante para não permitir especulação e vou comprar até integralizar novamente 60% do capital votante”, explica. Ciro ainda diz que pretende transformar a Petrobras na “maior companhia de energia limpa do mundo, porque o petróleo, em 30 anos, vai se acabar enquanto combustível fóssil”.
Fonte: O Tempo
