Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Atendendo a um pedido da Organização Fiquem Sabendo, a Secretaria Geral da Presidência da República divulgou os valores gastos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com cartão corporativo. Segundo os dados divulgados o político empenhou gastos da ordem de R$27,6 milhões. Esses valores somente foram revelados em virtude da queda do sigilo que o próprio Bolsonaro havia imposto sobre seus gastos. Contudo, o atual governo vem empreendendo esforços para revisar essas ações e tornar alguns dos dados públicos.
Alguns pontos da descrição de gastos chama bastante atenção. Por exemplo o ex-ocupante do Planalto Central gastou mais de R$8 mil em sorvete. Com hospedagens, o político gastou aproximadamente R$10, 5 milhões. Outros pontos chama atenção pelo volume de gastos em um único dia e local, em 8 de fevereiro de 2022, Bolsonaro gastou cerca de R$ 25 mil em uma hamburgueria. Antes, em 2 de janeiro do mesmo ano ele indicou ter gasto R$71 mil em gêneros alimentícios em um posto de combustível. Uma panificadora também aparece na lista de pagamentos, ela recebeu em um único dia R$61 mil.
Porém, há pagamentos maiores feitos de uma única vez foi. O ex-presidente pagou R$ 140 mil para o Hotel Praia do Tombo, em Guarujá (SP) em 25 de fevereiro de 2020, durante o Carnaval que, naquele ano, foi comemorado entre os dias 21 e 26. Um outro hotel na mesma localidade recebeu aproximadamente R$1,4 milhão ao longo dos quatro do governo Bolsonaro, são listadas dez transações que somam o valor total anteriormente informado.
De acordo com o Decreto 5.355 de 25 de janeiro de 2005, que define as regras de uso do Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), o meio de pagamento pode ser utilizado por “órgãos e entidades da administração pública federal integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social“, sendo voltado para efetuar pagamentos das “despesas realizadas com compra de material e prestação de serviços”.
Além dos gastos de Bolsonaro, a liberação de acesso solicitada também conseguiu informações sobre os gastos com cartão corporativo dos primeiros mandatos de Lula, além de Dilma e Temer.