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Reserva de R$ 1,6 bilhão feita pelo governo para a compra da Covaxin gerou prejuízo à saúde, diz procuradora
Luciana Loureiro é a procuradora responsável por inquérito que investigou o contrato entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a compra do imunizante.
Reserva de R$ 1,6 bilhão feita pelo governo para a compra da Covaxin gerou prejuízo à saúde, diz procuradora
A negociação para aquisição da Covaxin durou cerca de três meses, um prazo bem mais curto que o de outros acordos. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Reserva feita pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de R$ 1,61 bilhão para a aquisição da Covaxin, sem perspectiva de entrega e com quebra de cláusulas contratuais, já configura prejuízo à saúde pública, segundo disse a procuradora da República Luciana Loureiro ao jornal Folha de S.Paulo. Luciana é responsável por inquérito que investigou o contrato entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a compra.

Segundo nota de empenho emitida pelo governo em 22 de fevereiro, o valor de R$ 1,6 bilhão compraria 20 milhões de doses do imunizante indiano. O contrato foi assinado no dia 25 daquele mês, mas quatro meses depois o País ainda não recebeu doses da vacina e o dinheiro segue reservado.

“Enquanto houver a nota de empenho, enquanto ela estiver válida, o recurso está reservado para isso. Certamente o prejuízo à saúde pública já está havendo. As doses já eram para ter chegado, as 20 milhões de doses já deveriam estar sendo aplicadas. Prejuízo já houve”, disse a Procuradora à Folha.

As suspeitas de irregularidades na compra da Covaxin pelo governo Bolsonaro foi revelada na semana passada após a divulgação de parte de um depoimento do servidor Luís Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, ao Ministério Público Federal.

Fonte: O Povo

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