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Vereador de Altaneira é acusado de receber R$ 172 mil sem trabalhar e diz ser alvo de perseguição política
O processo segue em fase de instrução, e o vereador nega as irregularidades, afirmando ser vítima de perseguição política.
Rogério Brito
Vereador Nonato Silva | Foto: Reprodução/ Facebook
Vereador Nonato Silva | Foto: Reprodução/ Facebook

O vereador Nonato Silva (PT), também professor efetivo no município de Altaneira, é alvo de uma Ação Civil de Improbidade Administrativa movida pela prefeitura. A acusação sustenta que o parlamentar teria recebido vencimentos da Secretaria de Educação por cerca de quatro anos sem a devida prestação de serviços. O processo segue em fase de instrução, e o vereador nega as irregularidades, afirmando ser vítima de perseguição política.

De acordo com a ação, que tramita na Vara Única da Comarca de Nova Olinda, as supostas irregularidades teriam ocorrido entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2025. O município alega que Nonato teria sido beneficiado por um suposto “conluio” com a gestão anterior, sendo dispensado das atividades em troca de apoio político. Ele ainda teria tripla remuneração como vereador e professor em Juazeiro do Norte e Altaneira.

Uma auditoria realizada pela gestão da atual prefeita, Késia Alcântara (PSB), aponta possível dano ao erário e enriquecimento ilícito no valor de R$ 172.704,49. Além de Nonato, também são citados na ação o ex-prefeito Dariomar Rodrigues (PT) e a ex-secretária de Educação, Antônia Zuleide Ferreira de Oliveira Santos.

Na ação, a Procuradoria do Município solicita o ressarcimento integral do valor atualizado aos cofres públicos, a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública dos envolvidos e a aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa.

Outro lado

Procurado pelo Miséria/M1, Nonato negou veementemente as acusações. Ele disse possuir uma série de documentos que comprovam sua atuação na Secretaria de Educação durante o período questionado.

“Tenho a minha certeza, tenho a minha convicção de que eu trabalhei, sim. Tenho documentações, tenho portarias que já encaminhei aos nossos assessores jurídicos, aos nossos advogados. Tenho frequências. Então, não tenho nada a temer acerca dessa denúncia”, afirmou.

Nonato também declarou ser alvo de perseguição política por parte da prefeita Késia Alcântara. Segundo ele, a ação teria sido motivada por fiscalizações e denúncias feitas por seu mandato contra a atual gestão municipal. “É um processo político, um processo de perseguição, por eu estar fazendo algumas apurações acerca de várias denúncias no município”, concluiu.

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