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O Ceará registrou, em 2025, a maior apreensão de armas de fogo, com 7.221 unidades retiradas de circulação em todo o estado. Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), e apontam crescimento de 13% em relação a 2024, quando foram apreendidas 6.393 armas.
No Interior Sul do estado, as Forças de Segurança apreenderam 1.879 armas de fogo ao longo de 2025, número superior ao registrado em 2024, quando 1.594 armas foram recolhidas. O resultado coloca a região entre os destaques do balanço estadual e reflete o fortalecimento das ações ostensivas e investigativas fora da capital.
Capital do Estado
Em Fortaleza, também houve aumento nas apreensões. Entre janeiro e dezembro de 2025, foram recolhidas 1.664 armas de fogo, crescimento de 6,4% em comparação ao ano anterior, quando o total foi de 1.564. Já na Região Metropolitana, o avanço foi ainda mais expressivo, com 1.592 armas apreendidas, alta de 18,2% em relação a 2024.
Investimentos e gratificações
De acordo com o Governo do Ceará, os resultados estão associados aos investimentos realizados na área da Segurança Pública e à reestruturação das Forças de Segurança, sancionada no fim de 2024. Entre as mudanças, está a criação do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) na Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e da Delegacia Especializada em Armas de Fogo, Munições e Explosivos (Desarme), voltada ao combate ao tráfico e à circulação ilegal desses materiais.
Outro fator apontado é o aumento de 50% na gratificação paga pela apreensão de armas, acessórios e munições, em vigor desde junho de 2024. Com o reajuste, os valores passaram para R$ 600 no caso de revólveres e R$ 1.200 para fuzis, ampliando o incentivo também para policiais penais. A medida tem contribuído para intensificar as ações de retirada de armas de circulação tanto no Interior Sul quanto em Fortaleza e demais regiões do estado.