Na nota, a defesa de Francisco Eliezer Arraes Feitosa afirma que os fatos divulgados não condizem integralmente com a verdade | Fotos: Reprodução
A defesa de Francisco Eliezer Arraes Feitosa, de 36 anos, preso em flagrante por suspeita de furtar uma mochila com pertences do cantor juazeirense Jonas Esticado, divulgou nesta terça-feira (4) uma nota de esclarecimento contestando a versão apresentada pela polícia.
Eliezer foi detido após supostamente invadir o camarim do artista durante um show realizado em Saboeiro, no Centro-Sul do Ceará, e subtrair uma mochila contendo perfumes, joias, cartões de crédito e outros objetos pessoais, que teriam sido recuperados e devolvidos à vítima. Ele chegou a tirar uma foto com o artista momentos antes do suposto furto.
Na nota, a defesa afirma que os fatos divulgados não condizem integralmente com a verdade e que houve distorção da narrativa apresentada publicamente. Segundo os advogados, o investigado possui “conduta ilibada e reconhecida idoneidade moral”, com uma trajetória de vida pautada na honestidade e no trabalho.
“É imperativo afirmar que os fatos veiculados não condizem integralmente com a verdade e apresentam uma versão distorcida do ocorrido, o que pode levar a interpretações precipitadas e causar danos irreparáveis à imagem e à reputação do investigado”, diz trecho da nota assinada pelos advogados Charles Leite dos Santos e Jerffeson Olinda Oliveira.
Após a realização da audiência de custódia, a Justiça homologou a prisão em flagrante, mas concedeu liberdade provisória, com a aplicação de medidas cautelares. “O investigado foi imediatamente posto em liberdade, o que demonstra, por si só, a ausência de elementos que justificassem a manutenção de uma medida tão extrema como a prisão”, acrescenta a defesa.
Servidor público
Conforme apurado pelo Miséria/M1, Francisco Eliezer Arraes Feitosa era servidor da Prefeitura de Aiuaba, com salário bruto de R$ 2,5 mil. Procurada pela reportagem, a administração municipal informou que ele foi exonerado do cargo após tomar ciência do caso. A gestão informou ainda que o investigado estava cedido ao Fórum de Justiça.