Opção pelo veganismo vem crescendo no Ceará - Site Miséria 

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Opção pelo veganismo vem crescendo no Ceará
Agência Miséria
Opção pelo veganismo vem crescendo no Ceará. (Foto: Einladung_zum_Essen/Pixabay)

O veganismo é um estilo de vida que vem crescendo no Brasil. De acordo com uma pesquisa do Ibope realizada a pedido da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o país tem atualmente 30 milhões de vegetarianos e 7 milhões de veganos. Esses números representam aumento de cerca de 600% em relação ao último levantamento.

O Ceará, é claro, não fica de fora desse movimento. E com o maior número de pessoas vegetarianas e veganas, supermercados e restaurantes também precisam fazer uma pequena adaptação nos produtos que oferecem.

Nos supermercados, nota-se que existem produtos que podem substituir a carne ou versões veganas de comidas tradicionais como hambúrgueres, coxinhas e quibes. Algumas marcas já estão cientes de que a proporção de pessoas que optam por essa dieta já é considerável e que não atendê-la resulta em uma queda nas vendas, enquanto outras são adeptas da filosofia de proteção aos animais e ao meio-ambiente.

Pelas ruas das cidades, nota-se que os restaurantes veganos começam a aparecer em maior quantidade. Na cidade de Fortaleza, alguns lugares já são muito bem-avaliados e conquistam o coração do público. O restaurante Mandir, no Benfica, o El Laricon, no Salão das Ilusões, e o Verdelina, que possui duas unidades na capital cearense, são alguns dos principais destaques do gênero. Mesmo estabelecimentos que não são dedicados apenas ao veganismo apresentam boas opções para quem segue a dieta.

Outra mudança clara aparece na área de cursos da área de gastronomia. O Senac de Juazeiro do Norte ofereceu recentemente cursos de hamburgueria e culinária para iniciantes que não deixavam de lado as opções veganas ou vegetarianas. Assim, todo o público poderia se sentir contemplado.

O veganismo tem apelo ao público, especialmente às novas gerações, por variados motivos. Entre eles, o ambiental, já que das principais causas dos danos ao meio-ambiente é o desmatamento para o plantio de soja que é usada na alimentação do gado, o relacionado à saúde, uma vez que o risco de câncer colorretal cai 18% em veganos e que problemas como colesterol alto são muito mais raros, e o respeito aos animais, que são vistos como amigos pelos adeptos da dieta.

É preciso, porém, ficar atento com alguns detalhes: Por não consumirem naturalmente as proteínas da carne, os veganos são mais suscetíveis a algumas doenças e podem sofrer com problemas como fadiga constante, pele e cabelos fracos e perda de massa muscular.

Para combater essa situação, existem algumas boas opções no mercado que substituem normalmente as proteínas de origem animal. Entre elas, a proteína de soja, o leite de soja, o tofu, a semente de girassol e a quinoa. Uma excelente solução é a proteína de ervilha, que é rica em arginina e ainda fez muito bem para a saúde cardiovascular.

A tendência é que o veganismo continue crescendo no Ceará e no Brasil, principalmente devido ao apelo que possui para as novas gerações. O fenômeno da multiplicação de restaurantes dedicados exclusivamente à dieta, cursos e grupos de estudos será observado com cada vez maior frequência, uma vez que a preocupação com o meio-ambiente e com a própria saúde torna-se central no debate político e pessoal.

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