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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nessa sexta-feira (15) dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad Contínua). E os resultados referentes ao nível de ocupação dos brasileiros apontam que atualmente existe uma população com trabalho formal da ordem de 99,6 milhões de pessoas. Todavia, identificou-se que somente 9,2% desse total estão sindicalizados, o menor nível desde que a pesquisa passou a catalogar essa informação, em 2012.
Observa-se que em números totais significa dizer que hoje o Brasil conta com 9,1 milhões de trabalhadores com ligação direta aos sindicatos de suas categorias. Esse contingente aponta para uma diminuição do quantitativo de trabalhadores sindicalizados, em 2012 eles eram 16,1%, em 2019 estavam em 11% e neste momento registra-se 9,2%, como exposto acima.
A pesquisa também indica que a distância percentual entre a sindicalização nos gêneros está sendo mitigada. Em 2012 o conjunto de homens sindicalizados era significativamente superior ao de mulheres. Todavia, os dados da Pnad Contínua, e referentes a 2022, registram uma equiparação entre esses dois grupos. Nos homens a sindicalização corresponde a 9,3% da força ocupada, entre as mulheres o percentual é de 9,1%.
Cabe indicar que o conjunto de pessoas em trabalho formal é um dos mais elevados dos últimos anos, representando um crescimento de 4,9% e 11%, quando compara-se com a população ocupada em 2019 e 2011, respectivamente. Porém, o IBGE pondera que esse incremento da massa trabalhadora não se refletiu na ampliação da massa sindicalizada.
“Percebe-se, então, que a expansão da população ocupada nos últimos anos não se converteu em aumento da cobertura sindical no país. Esse resultado pode estar relacionado a diversos elementos, como a forma de inserção do trabalhador na ocupação, as modalidades contratuais mais flexíveis introduzidas pela Lei 13.467, de 13.07.2017, conhecida como reforma trabalhista, e o uso crescente de contratos temporários no setor público etc”, explica o órgão.